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União reconhece estado de emergência pela estiagem em Campo Novo e Inhacorá

Em Campo Novo, prejuízos somam mais de R$ 25 milhões. Liberação de recursos ainda é lenta. Na região, Miraguaí foi contemplado com R$ 53 mil.

8 de maio de 2020
Prefeitura de Inhacorá presta serviços de suporte às famílias durante a estiagem. (Foto: Divulgação/Prefeitura de Inhacorá)

O Governo Federal publicou nesta quinta-feira (7), no Diário Oficial da União, o reconhecimento da situação de emergência em nove municípios gaúchos devido à estiagem. Dentre eles estão Campo Novo e Inhacorá, na região Celeiro. No Noroeste do estado foi reconhecida a emergência também nas cidades de Boa Vista das Missões, Bossoroca e Guarani das Missões. O Ministério do Desenvolvimento Regional informa que, a partir do reconhecimento, as prefeituras precisam encaminhar a documentação e apresentar um plano de trabalho.

A prefeitura de Inhacorá, por meio de publicação em seu site oficial, destaca que o reconhecimento pela União é fundamental para a prorrogação e a negociação de financiamentos agrícolas, além de permitir, entre outros, a movimentação da conta vinculada ao FGTS e a alteração do cumprimento de obrigações, reduzindo inclusive o pagamento do Imposto sobre a Propriedade Rural (ITR), por pessoas físicas ou jurídicas atingidas pelo desastre, comprovadamente situadas na área afetada.

Liberação de recursos ocorre lentamente – Miraguaí recebe R$ 53 mil

A liberação de recursos aos municípios atingidos, entretanto, não tem sido na velocidade que eles precisam. Recentemente, em entrevista, o coordenador da Defesa Civil Estadual, coronel Julio Cesar Rocha Lopes, afirmou que liga com frequência para o governo federal, mas a informação é que ainda estão analisando os processos.

O Ministério do Desenvolvimento Regional autorizou nesta quinta (7) a liberação de recursos para seis municípios gaúchos que decretaram estado de emergência em razão da estiagem. O aporte federal de aproximadamente R$ 882 mil irá contemplar as cidades Santiago, Alegrete, Miraguaí, Hulha Negra, Cristal e Piratini.

A verba deve ser utilizada para aquisição de cestas de alimentos e para custeio de transporte de água em caminhões-pipas. O objetivo é auxiliar famílias afetadas. Miraguaí deve receber R$ 53.280,00.

Bebedouros de animais e alguns açudes secaram em Campo Novo. (Foto: Divulgação/Emater)

Prejuízos pela estiagem somam mais de R$ 25 milhões em Campo Novo

Os prejuízos provocados pela estiagem, em Campo Novo, conforme o laudo técnico elaborado pela Emater, superam a marca dos R$ 25,6 milhões. Na produção leiteira, a estiagem afetou diretamente as pastagens de verão, além do milho grão e milho silagem, essenciais para a alimentação do gado leiteiro.

Estima-se que entre dezembro do ano passado e março deste ano, os produtores de leite tiveram uma diminuição média de 45% na produtividade mensal de leite, sendo alguns com até 70% de redução. O prejuízo financeiro estimado é superior a R$ 1 milhão. Na cultura do milho silagem, 1ª safra, as perdas foram de 23%. Já na 2ª safra, estima-se uma quebra de 75% e um prejuízo somado de R$ 462 mil.

A produção de milho grão, 1ª safra, foi afetada principalmente na fase final de enchimento de grãos ocasionando perdas de 23% na produtividade média municipal. O prejuízo estimado é de R$ 5,6 milhões. Na cultura da soja, as perdas médias no município foram de 30,5%, tendo propriedades com prejuízo variando de 20% a 75%. Financeiramente, a estimativa de prejuízos na soja é de R$ 18,3 milhões.

A estiagem provocou também outro grande problema que é a falta d’água potável para o consumo humano. Os poços artesianos de várias localidades estão com vazão de água baixos e outros secaram causando desabastecimento. Bebedouros de animais e alguns açudes também ficaram comprometidos.

Enfrentam problemas de abastecimento as comunidades de Vila Turvo, Linha São Cristovão, Pasta Mecânica, Pontão da Mortandade, Rincão Guarani, Bela União, Sitio Degraze e Rincão Reúno. O número de famílias atingidas pela estiagem e com problemas de água totaliza 178 famílias e 641 pessoas.

Prejuízos na cultura da soja, em Campo Novo, chegam a R$ 18 milhões. (Foto: Divulgação/Emater)

Fonte: Rádio Alto Uruguai

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