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Três Passos: Profissionais de saúde esclarecem plano de prevenção e combate ao coronavírus em nível local

Plano de contingência está sendo elaborado pela Secretaria Municipal de Saúde, em conjunto com o Hospital de Caridade e a 19ª CRS

28 de fevereiro de 2020
Entrevista com o enfermeiro, Lucas Real, e com a enfermeira, Cassia Maia (Foto: Rádio Alto Uruguai)

Na manhã desta sexta-feira (28), a Rádio Alto Uruguai 92,5 FM abordou o enfoque do coronavírus, com informações sobre como está o trabalho de prevenção a esta doença em nível local. Para isso, realizamos uma entrevista com a enfermeira, Cassia Maia, coordenadora da Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal de Saúde de Três Passos, e com o enfermeiro, Lucas Real, coordenador do setor de enfermagem do Hospital de Caridade, durante o programa Atividade.

O principal assunto abordado foi a elaboração do plano de contingência, criado pela vigilância epidemiológica da Secretaria Municipal de Saúde, em conjunto com a equipe do Hospital de Caridade e 19ª Coordenadoria Regional de Saúde (CRS), de Frederico Westphalen.

De acordo com Cassia, o objetivo do plano é minimizar os riscos à população, frente a um caso suspeito de coronavírus, estabelecendo algumas estratégias e medidas preventivas.

A partir deste plano, que segue um protocolo nacional, caso surja um paciente com suspeita de coronavírus no município, em uma unidade básica de saúde, no hospital ou até mesmo em um consultório particular, já está estabelecido um procedimento padrão que deve ser adotado de forma emergencial.

O primeiro passo é isolar o paciente, através da máscara cirúrgica e colocá-lo em uma área com pouca ou nenhuma circulação de pessoas. Depois disso, realizar a coleta sanguínea o quanto antes, para receber o resultado laboratorial oficial, confirmando ou não o caso suspeito.

Outro passo é avaliar a gravidade do quadro clínico do paciente, verificando se o isolamento deve ser domiciliar ou hospitalar. “Não serão todos os pacientes que ficarão no hospital, na verdade apenas a minoria. Somente aqueles que apresentarem gravidade terão de ser hospitalizados”, destaca Cassia.

A enfermeira da Secretaria de Saúde também explica que é importante fazer o levantamento de toda a rede de contatos que a pessoa com suspeita de coronavírus teve, principalmente familiares e colegas de trabalho, pois é necessário o monitoramento dessas pessoas, pelo menos, por 16 dias, para que possam ser avaliados possíveis sintomas.

Diferença entre caso suspeito e caso confirmado

As pessoas costumam ficar em dúvida quanto a essas duas denominações. Portanto, é importante o esclarecimento.

Caso suspeito: toda aquela pessoa que apresenta um quadro de febre e mais algum outro sintoma respiratório (tosse, dificuldade para respirar, batimento da asa do nariz, dor na garganta, cansaço) e tiver histórico de viagem a algum dos países que tiveram contato com o coronavírus.

Além deste paciente que tem o histórico de viagem, passa a ser suspeita aquela pessoa que apresente esse quadro febril e respiratório, e que tenha tido contato com o paciente que contraiu coronavírus (suspeito ou confirmado).

Caso confirmado: Os casos confirmados são aqueles em que as amostras coletadas já tenham passado por análise dos laboratórios oficiais, destinados à avaliação do coronavírus.

Possíveis coletas acontecerão na estrutura do hospital

De acordo com o enfermeiro, Lucas Real, em nível local, todas as coletas de material em pacientes suspeitos irão ocorrer no Hospital de Caridade de Três Passos, em um ambiente que está sendo preparado para realizar este procedimento. Após a coleta, as amostras são encaminhadas ao Laboratório Central do Estado (Lacen), em Porto Alegre.

De acordo com as informações de momento, demora-se de quatro a cinco dias para que sejam descartadas nestas amostras, a suspeita de que possa ser outra doença viral, para somente então acontecer o teste sobre o coronavírus, que leva mais quatro ou cinco dias, perfazendo um prazo de cerca de dez dias para se ter uma confirmação ou descarte do caso em análise.

Prevenção

A Organização Mundial da Saúde (OMS) está trabalhando com especialistas para expandir o conhecimento médico sobre o novo coronavírus. Dados sobre a transmissão, recuperações e óbitos são importantes para conhecer melhor a doença e a proporção da epidemia.

Com a confirmação do primeiro caso de coronavírus no Brasil, preparamos um guia de medidas básicas para evitar o contágio e a disseminação dos vírus que atacam o sistema respiratório, em especial o coronavírus.

As informações são da OMS:

Higienize as mãos
Lave suas mãos frequentemente com água e sabão ou com uma solução de álcool em gel.
Por quê? Esfregar as mãos ajuda a eliminar traços do vírus que podem estar presentes em lugares de uso comum.

Mantenha distância social
Mantenha pelo menos um metro de distância de pessoas que apresentam tosse ou espirros constantes.
Por quê? A tosse e o espirro propagam pequenas gotas de secreção e saliva que podem conter vírus. Com a proximidade, a chance de respirar ou ter contato essas gotículas aumenta.

Evite tocar os olhos, o nariz e a boca
Evite coçar, esfregar ou ter qualquer tipo de contato com as mucosas. Essas áreas têm contato direto com a corrente sanguínea e são mais sensíveis à presença de agentes de contaminação
Por quê? As mãos estão em contato constante com superfícies que podem ser vetores de transmissão de vírus e bactérias. Mantê-las longe das mucosas diminui a chance de ficar doente.

Pratique higiene respiratória
Tenha boas práticas de higiene respiratória. Isso significa cobrir a boca e o nariz com o braço curvado ou com um lenço de tecido ou papel ao tossir e espirrar. Descarte ou higienize o material usado imediatamente.
Por quê? Gotículas de saliva e secreção são vetores do Covid-19. Evitar que outras pessoas entrem em contato com saliva contaminada evita não apenas o coronavírus, mas uma série de doenças respiratórias.

Em caso de febre ou dificuldade respiratória, busque ajuda médica rapidamente
Não saia de casa se estiver com febre. Se os sintomas persistirem e caso haja dificuldade respiratória, busque atenção especializada imediatamente.
Por quê? Apesar de serem sintomas comuns, uma ação rápida pode evitar problemas mais sérios e o desenvolvimento de sintomas mais graves de infecções respiratórias.

Uso de máscaras
Pessoas saudáveis, sem sintomas como febre, tosse ou espirros não precisam usar máscaras
Por quê? Apenas profissionais de saúde e pessoas que apresentem sintomas parecidos com os do novo coronavírus precisam usar máscaras. A função das máscaras é conter a propagação do vírus em quem já está infectado. A OMS recomenda o uso racional das máscaras.

Fique bem informado e siga os procedimentos do Ministério da Saúde
Por quê? Autoridades nacionais e locais têm a informação mais atualizada sobre a situação de saúde na sua área. Tomar atitudes preventivamente ajuda o sistema de saúde a distribuir e compreender de maneira ágil a disseminação de qualquer doença.

Fonte: Rádio Alto Uruguai

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