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Três Passos calcula perdas na agropecuária com o prolongamento da estiagem

Cultura do milho tem mais de 70% de quebra no município e laudos de Proagro já estão sendo realizados

17 de janeiro de 2022

Os números por si só impressionam: mais de 207 mil propriedades foram afetadas pela estiagem no Rio Grande do Sul, conforme dado apresentado nesta sexta-feira (14) pela Emater. Mas o maior alerta vem do ritmo galopante com que os impactos se espalham pelo território gaúcho. Há apenas 15 dias, eram 138,8 mil estabelecimentos contabilizando perdas pela falta de chuva, que representa um aumento de 49% nesse período.

“O que preocupa é a velocidade da ampliação dos prejuízos e dos efeitos. Os pedidos de Proagro (seguro para intempéries) vêm aumentando geometricamente, um indicativo de que as perdas estão se ampliando para todas as regiões”, afirma Alencar Rugeri, diretor-técnico da Emater.

Até 22 de dezembro, as solicitações encaminhadas à instituição, uma das que fazem os laudos, somavam 2.853.No último dia 10, alcançavam mais do que o dobro: 5.333 solicitações. O milho é a cultura em que mais produtores registram perdas. São 90.167 agricultores. Em metade das 12 regionais da Emater, a redução da produção em relação ao início do ciclo chega a 60%.

No município de Três Passos, a Emater também realiza prognósticos de perdas na agropecuária, em razão do agravamento cada vez maior da estiagem. Até a última sexta-feira, o escritório local da Emater encaminhou pelo menos 50 laudos de Proagro, somente de milho. E o número de pedidos é maior no município, pois muitos laudos são encaminhados também por particulares.

A estimativa de perda no milho grão, em Três Passos, é de 75%. No milho silagem, o percentual chega a 70% neste momento. E na cultura da soja, já há uma estimativa de 30% de perdas no território do município.

De acordo com Kelvis Rauber, chefe do escritório da Emater em Três Passos, se não é tão visível na soja a mortandade das plantas, há, entretanto, uma grande diminuição no stand da oleaginosa. Trata-se de um número menor de plantas por metro linear e, consequentemente, por hectare. “A planta da soja ficou pequena, não cresceu e já está com floração. A tendência é que a produção de grãos seja bem menor, já que a planta não consegue ter um porte maior”.

Outra cultura afetada no município de Três Passos, que estava com uma previsão de plantio de cerca de 20 hectares, é o feijão. A estimativa, até o momento, de perdas nesta cultura, está em 20%.

Leite
Atividade estratégica para o município, assim como em outras regiões, a pecuária de leite também sofre perdas significativas neste momento.

“Diminuiu a produção de forragem, porque a pastagem não cresce, já que não há precipitação pluviométrica suficiente pra fazer a pastagem crescer. A oferta de silagem e de ração precisa aumentar, e isso traz a consequência do aumento no custo de produção”, explica Kelvis.

Alguns produtores não conseguem fazer a suplementação de silagem e ração, por uma série de fatores. Tudo isso acaba por diminuir a produção de leite.

Nos meses de novembro e dezembro de 2021, a Emater estimou uma não produção de 30% na capacidade do leite em cada mês, no município de Três Passos.

Em termos de Estado, já são 23,5 mil produtores de leite afetados, não só pela redução em volume (cerca de 60%), mas também em qualidade do milho silagem, usado na alimentação dos animais.

“No leite, a situação é assustadora, porque o produtor não tem de onde comprar (silagem)”, ressalta o diretor técnico da Emater, Alencar Rugeri, sobre a escassez do ingrediente em razão dos danos no Estado como um todo.

Fonte: Rádio Alto Uruguai

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