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“Temos que enxergar o número de pessoas demitidas”, diz presidente da Federasul sobre distanciamento controlado

Simone Leite criticou ainda o que chamou de "total imprevisibilidade" do sistema adotado pelo governo do Rio Grande do Sul

8 de julho de 2020
Simone Leite, presidente da Federasul (Foto: Arquivo)

A presidente da Federação de Entidades Empresariais do Rio Grande do Sul (Federasul), Simone Leite, criticou nesta terça-feira (07) a relação do governo do Estado com o setor produtivo diante da pandemia do coronavírus. Em entrevista à Rádio Gaúcha, ela também fez críticas ao fechamento de atividades econômicas imposto pelo modelo de distanciamento controlado.

“Essa interrupção total (de atividades) é que não é possível. Até porque não temos igualdade de oportunidades. Tem lojas com condições sanitárias iguais sendo tratadas de forma diferente. (…) Tem supermercado que vende flores, mas a floricultura está fechada. Isso que gera toda uma revolta na classe empresarial. Uma classe que carrega esse Estado nas costas”, afirmou.

Pela segunda semana consecutiva, o Rio Grande do Sul tem seis regiões sob bandeira vermelha nos riscos de contaminação da pandemia, de acordo com o mapa do distanciamento controlado. As restrições mais severas à circulação de pessoas continuam no entorno de Porto Alegre, Capão da Canoa, Canoas, Novo Hamburgo, Pelotas e Palmeira das Missões (regional à qual Três Passos está inserido).

“Em março disseram que o ciclo (do vírus) seria em abril. O poder público teve tempo para fazer reorganização. Mas agora estão dizendo que essa semana será pior e que pode haver lockdown nas próximas. Como conseguiremos agir diante dessa total imprevisibilidade?”, indagou Simone.

A sugestão da presidente da Federasul é de que o governo dê atenção também a indicadores socioeconômicos das regiões antes de decidir sobre medidas de fechamento do comércio. Simone defende que as pessoas dos grupos de risco adotem o isolamento social, que todos observem as orientações e cuidados individuais e que horários de trabalho sejam administrados para evitar superlotação, com regimes de plantão.

“Temos que, nessas bandeiras, incluir indicadores socioeconômicos, não só considerar o número de óbitos. Temos que enxergar o número de pessoas demitidas, sem renda, sem oportunidade de trazer dignidade às suas famílias”, disse.

“Há uma condição cômoda para os gestores. Bandeira vermelha fecha. Mas o ônus de uma crise econômica é da covid. Essa está sendo uma situação que é confortável (para os gestores)”, completou.

Fonte: GaúchaZH

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