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Surto de chikungunya é identificado em São Nicolau

Município já identificou 45 pessoas com a doença. Em 2016, ano com maior número de registros, foram 70 em todo o estado. Outros casos já foram registrados na Serra e no Vale do Rio Pardo

12 de abril de 2021
Município e coordenadoria regional de saúde iniciaram o trabalho de eliminação de criadouros do Aedes aegypti. (Foto: Reprodução/RBS TV)

O município de São Nicolau, no Noroeste do estado, identificou 45 pessoas com chikungunya na última semana. O número é o maior do que todos os casos registrados no estado desde 2019. No ano passado, em todo o Rio Grande do Sul, foram notificados 12 casos. Em 2019, 16. O ano com mais registros foi 2016, com 70 casos, pico da doença no Brasil. A chicungunya é transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, o mesmo transmissor da dengue, doença que também preocupa os especialistas.

“Agora é momento que a gente tem que lembrar, principalmente porque não é verão, que dengue, chikungunya, febre amarela, Covid e Influenza são doenças que estão acontecendo ao mesmo tempo e que a gente tem que estar atento, porque todas podem dar febre alta, dor no corpo, dor articular, mancha no corpo. Os quadros são muito parecidos”, observa a diretora do Centro Estadual de Vigilância em Saúde do RS, Cynthia Molina Bastos.

No início, os sintomas estavam sendo confundidos com Covid-19. “De repente, uma pessoa da comunidade foi na rede particular, fizeram o exame e se constatou que era chikungunya”, afirma o secretário municipal de Saúde, Vilson Saturno de Oliveira. A partir daí, a prefeitura começou a fazer mais testes.

“Meus primeiros sintomas foram dor nos dedos. No outro dia tive febre, e aí já não conseguia levantar da cama. Fraqueza, muita fraqueza. Falta de apetite, fiquei dois dias sem comer praticamente nada. Aí comecei a me preocupar”, relata a funcionária pública Viviane Machado da Silva, diagnosticada com chikungunya.

Água parada pode ser usada para a proliferação da doença transmitida pelo mosquito Aedes aegypti. (Foto: Reprodução/RBS TV)

O município de São Nicolau e a coordenadoria regional de saúde iniciaram o trabalho de eliminação de criadouros do mosquito. Mas a ação de limpeza de todos os pátios, terrenos e qualquer foco de água parada depende da colaboração de todos. “É feito arrastão, varredura do local, e estamos imediatamente aplicando fumacê”, explica o coordenador da 12ª Coordenadoria Regional de Saúde, Iury Zabolotsky.

Antes deste surto, no boletim epidemiológico do estado constava apenas um caso confirmado, na Serra. Agora, até mesmo em Santa Cruz do Sul, no Vale do Rio Pardo, desde março a média é de 20 notificações por dia. Mais de 140 casos foram confirmados. Em todo o ano passado foram confirmados apenas quatro. “Agora a gente vai começar a notificar. Notificar e multar. Vai ter que pesar no bolso”, ressalta a agente da Vigilância Ambiental Jussara Oliveira.

Fonte: G1 RS

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