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Soja: Rio Grande do Sul pode ter menos chuvas em março e no segundo semestre

Durante o Fórum Soja Brasil, que aconteceu na Cotricampo, a editora de tempo do Canal Rural Pryscilla Paiva alertou para a chance de se configurar um La Niña

14 de fevereiro de 2020
Pryscilla Paiva, editora do tempo do Canal Rural, em fala na abertura do evento de quinta-feira (Foto: Rádio Alto Uruguai)

A falta de chuvas que estava preocupando os produtores de soja do Rio Grande do Sul até agora em fevereiro, seguirá em março, afirma a editora de Tempo do Canal Rural, Pryscilla Paiva, durante o Fórum Soja Brasil que aconteceu na Expoagro Cotricampo na quinta-feira (13). Para piorar, o resfriamento das águas do oceano pacífico equatorial mostram a possível chegada de um La Niña, que traz ainda mais seca para o Sul do país, no segundo semestre.

A esperança de muitos produtores do Rio Grande do Sul, era que as chuvas se normalizassem em fevereiro para que a soja pudesse recuperar pelo menos um pouco da falta de água e as perdas fossem menores. Mas isso não está acontecendo.

“Em Campo Novo, por exemplo, foram apenas 540 milímetros de chuva até agora, o que é pouco. Para os produtores rurais, se chover de 50 à 100 milímetros já ajudará. A expectativa era que as instabilidades retornassem no início desta semana, mas não aconteceu”, afirma Pryscilla.

Em março, a previsão ainda é de chuvas abaixo da média normal para o estado. Entretanto, isso não será necessariamente ruim, pois segundo a Aprosoja-RS a maior parte das colheitas de soja devem acontecer exatamente nesse mês.

“Em alguns momentos a tendência é de volumes 30 mm abaixo do normal, sendo que a média de março já é mais baixa que os meses anteriores, girando em torno de 130 mm. Mas para quem pretende iniciar a colheita, isso é bom”, diz.

Vem La Niña por aí?

Já definidas as condições para essa fase final da cultura, as primeiras projeções para o segundo semestre apontam um resfriamento das águas do oceano pacífico equatorial, ou seja, chance para a configuração do fenômeno La Nina.

“Independente se o La Nina se configurar ou não, as águas do oceanos ficarão mais frias no segundo semestre e isso é preocupante para o Rio Grande do Sul, pois pode gerar impactos no clima, com novas estiagens”, conta Pryscilla.

A editora de tempo alertou o produtor a receber esta informação e se preparar, pois isso pode trazer ainda mais problemas para o estado, que já teve quebras nesta safra.

“Com isso já dá para o produtor decidir quais cultivares ele apostará na próxima safra. Se precoce ou ciclo tardio, para evitar maiores problemas”, afirma.

Especialistas de mercado mostram oportunidade

Segundo o analista Vlamir Brandalizze, quando se fala em La Niña o Rio Grande do Sul é o estado mais penalizado do país. Ainda assim é preciso perceber a oportunidade que isso pode gerar.

“Esse é o fenômeno que mais causa prejuízos nos Estados Unidos e, deve chegar durante a safra deles. Se tiver um problema por lá isso se refletirá nos preços, que podem subir. O Brasil, por sua vez ainda terá tempo de investir em uma boa palhada para diminuir os efeitos da estiagem”, conta.

Outro painelista concordou que o Brasil pode tirar vantagem desse fenômeno. Segundo Matheus Pereira, da consultoria ARC Mercosul os produtores podem aproveitar para fazer mais vendas antecipadas e aproveitar para suas trocas de grãos por insumos.

“É importante o produtor perceber a oportunidade neste caso e já tentar antecipar mais vendas. O preço pago pela soja está bom e o valor dos insumos está em queda. Olha a oportunidade ai!”, afirma.

Fonte: Canal Rural

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