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Segue forte a mobilização de servidores na região, contra o pacote do governo Eduardo Leite

Pneus foram queimados em diversos pontos de rodovias da região Celeiro, incluindo colocação de faixas de protesto e bonecos simbolizando brigadianos

18 de dezembro de 2019
Pneus foram queimados em pontos de rodovia na região, com colocação de faixas de protesto e bonecos simbolizando brigadianos (Foto: WhatsApp/Rádio Alto Uruguai)

Pelo segundo dia consecutivo segue o protesto e mobilização de servidores da Brigada Militar na região Celeiro. O portão de acesso ao 7º BPM, em Três Passos, está trancado por manifestantes, integrados por servidores da reserva e familiares de policiais militares, que impedem o trânsito de viaturas.

Na madrugada desta quarta-feira (18), pneus foram queimados em diversos pontos de rodovias na região Celeiro, como na BR 468, em Campo Novo, na ERS 210, entre São Martinho e Boa Vista do Buricá, e na RSC 472, entre Três Passos e Tenente Portela. Além da queima dos pneus, faixas também foram colocadas e bonecos pendurados ou espetados, simbolizando brigadianos, na às margens das rodovias, criticando o governo estadual pelo pacote de medidas que pretende colocar em votação na Assembleia Legislativa, com alterações na carreira e na previdência dos servidores públicos estaduais. Os protestos nos portões dos batalhões atingem todas as regiões do Estado.

Pneus foram queimados em pontos de rodovias na região

As delegacias de polícia da região também seguem fechadas, desde segunda-feira. De acordo com os grevistas, os servidores da Polícia Civil somente estão atendendo os flagrantes e casos de maior gravidade, como latrocínios, homicídios, estupros, ocorrências envolvendo crianças, adolescentes e idosos e Lei Maria da Penha.

Para a presidente do CPERS/Sindicato, Helenir Schürer, a liminar que impediu a votação do PLC 503, que propõe modificações nas alíquotas de contribuição dos servidores civis do Estado, foi uma vitória das categorias mobilizadas.

Mesmo avaliando positivamente o primeiro dia de protestos, que levou milhares de servidores de diferentes categorias às ruas de Porto Alegre, os manifestantes garantem que vão manter a mobilização até que todo o pacote seja retirado ou rejeitado pelo Parlamento gaúcho. Servidores ligados à educação prometem manter o acampamento até sexta-feira, na Praça da Matriz, quando o CPERS realizará nova assembleia geral, na qual pode ser debatido o fim da greve do magistério e a possibilidade de retomada do movimento no final de janeiro, quando estão previstas sessões extraordinárias na Assembleia para votação dos demais projetos que integram o pacote de medidas do governo Eduardo Leite.

Ao contrário dos civis, os militares não saíram satisfeitos com as decisões dos parlamentares. Na avaliação do presidente da Associação Beneficente Antônio Mendes Filho (Abamf), José Clemente da Silva Corrêa, o regime de urgência dos projetos que afetam a categoria não foi retirado. A posição de Clemente e dos demais representantes militares é baseada no fato de que estão propostas estão na Ordem do Dia. Entretanto, de acordo com o procedimento, elas só podem ser retiradas após o plenário da Assembleia analisar o requerimento que pede o fim da urgência para esses pacotes. Segundo Corrêa, os militares também seguirão mobilizados tanto na Capital quanto no interior do Estado.

O presidente da Ugeirm Sindicato, Isaac Ortiz, criticou a proposta do governo que altera o regime da previdência estadual, aumentando as alíquotas, para policiais civis e familiares bem como para todos os servidores públicos da área da segurança pública, sejam ativos ou inativos. “O projeto de lei 503 tem coisas muito ruins para nós. Na questão da invalidez permanente, por exemplo, tem um item que é muito cruel”, declarou.

“Em caso de o policial fica com invalidez permanente em um acidente de serviço ou não, será proposto uma readaptação dele em outra secretaria. Se não for possível, será aposentado. Tanto em uma situação como outra, o projeto de lei 503 condena esse policial e a família dele à miséria, porque a aposentadoria ou pensão será transformada na média do que contribuiu para o IPE”, avaliou o dirigente.

Vídeo de protesto na RSC 472, na localidade de Feijão Miúdo, no trevo de acesso ao distrito de Floresta, em Três Passos:

 

Imagens de protestos em diversos pontos de rodovias da região Celeiro:

Fonte: Rádio Alto Uruguai

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