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Secretaria de Saúde intensifica combate ao Aedes após caso confirmado de dengue em Humaitá

Coordenadora do setor de vigilância epidemiológica e sanitária do município concedeu entrevista para a Rádio Alto Uruguai.

19 de fevereiro de 2020
Pessoas que apresentem os sintomas devem procurar a Unidade Básica de Saúde. (Foto: Arquivo/Rádio Alto Uruguai)

Após a confirmação de um caso de dengue em Humaitá e outro estar sendo investigado, a Secretaria Municipal de Saúde intensifica as ações de combate ao mosquito transmissor da doença. Conforme a enfermeira Dalve Seibel Lângaro, coordenadora do setor de vigilância epidemiológica e sanitária do município, teve início no fim de semana o procedimento de bloqueio de transmissão nos arredores das residências onde residem a pessoa contaminada e a que possui suspeita de dengue.

O bloqueio consiste em aplicar fumacê (inseticida) para eliminar os mosquitos que circulam no ambiente. A orientação da 17ª Coordenadoria Regional de Saúde é que o inseticida seja disseminado em um raio de quatro quarteirões ao redor da residência dos pacientes. Desta forma, busca-se evitar que os mosquitos entrem em contato com a pessoa contaminada e depois acabem transmitindo a doença para outros moradores. Dentre as ruas em que houve o bloqueio estão trechos da Rui Barbosa, Nilo Peçanha e Avenida João Pessoa.

O caso confirmado é de uma pessoa jovem que apresentou os sintomas da doença há cerca de 10 dias, após retornar de viagem para o estado de Santa Catarina. Desta forma, a hipótese levantada é de que seja um caso importado da doença. Já o caso em investigação é de uma pessoa que foi acometida pelos mesmos sintomas e reside nas proximidades da residência onde houve o caso confirmado.

Alguns materiais recolhidos pelas equipes com larvas do Aedes. (Fotos: Divulgação)

Pessoas que apresentem os sintomas devem procurar a Unidade Básica de Saúde

Tanto o paciente que teve a confirmação de dengue como o que ainda não teve o diagnóstico confirmado não apresentaram complicações. Inclusive a pessoa que teve a doença já foi liberada para exercer suas atividades livremente, desde que com o uso de repelente. Dentre os sintomas apresentados pelos pacientes estão febre alta, dores de cabeça, nos olhos e articulações, dificuldade pra caminhar, coceira pelo corpo e manchas avermelhadas na pele.

A enfermeira orienta às pessoas que sentirem os sintomas da doença a procurar atendimento médico na Unidade Básica de Saúde. Deve-se evitar a automedicação. Dalve orienta à população a usar repelente ao sair de casa, especialmente nas primeiras horas da manhã e ao final da tarde, principais horários em que o mosquito sai para se alimentar de sangue.

Além disso, ela pede encarecidamente que a população faça sua parte eliminando focos do Aedes. Qualquer local que possa juntar água limpa e parada é um foco do mosquito: pratos de vasos de plantas, caixas d’água mal tampadas, latas, garrafas, plásticos, cacos, pneus, piscinas sem tratamento da água, calhas, entre outros. O perigo maior é em casa. Calcula-se que 90% dos focos do mosquito sejam domésticos em Humaitá.

Região Celeiro conta com pelo menos dois casos confirmados da doença

Com o caso confirmado em Humaitá, são pelo menos dois registrados na Região Celeiro. No fim de janeiro um caso de dengue importado foi registrado em Sede Nova. Uma mulher que reside no interior foi contaminada após viagem para Campo Grande, capital de Mato Grosso do Sul. Outros dois casos da doença estavam sendo investigados no município, mas não foram divulgadas ainda informações sobre os resultados dos exames.

A transmissão da dengue, zika e chikungunya ocorre pela picada do Aedes aegypti. O mosquito tem em média menos de 1 centímetro de tamanho, é escuro e com riscos brancos nas patas, na cabeça e no corpo. Para se reproduzir, ele precisa de locais com água parada, não necessariamente suja. Muitos desses locais são dentro de pátios e até dentro das residências. Por isso, o cuidado para evitar a sua proliferação busca eliminar esses possíveis criadouros, impedindo o nascimento do inseto. Entre as medidas, recomenda-se:

– Tampar caixas d’água, tonéis e latões,
– Guardar garrafas vazias viradas para baixo,
– Guardar pneus sob abrigos,
– Não acumular água nos pratos de vasos de plantas e enchê-los com areia,
– Manter desentupidos ralos, canos, calhas, toldos e marquises,
– Manter lixeiras fechadas e
– Manter piscinas tratadas o ano inteiro.

Ouça na íntegra a entrevista concedida pela enfermeira Dalve Seibel Lângaro:

Fonte: Rádio Alto Uruguai

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