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RS está prestes a encerrar colheita de grãos de verão

Solicitações de vistorias de Proagro nas lavouras que utilizam a política de crédito rural seguem ocorrendo no Estado.

22 de maio de 2020
(Foto: Arquivo/Divulgação)

O cultivo da soja no Rio Grande do Sul se encaminha para o encerramento da safra, com 98% das áreas colhidas. De acordo com o Informativo Conjuntural, divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (21), as solicitações de vistorias de Proagro nas lavouras que utilizam a política de crédito rural seguem ocorrendo no Estado.

Até a última terça-feira (19), técnicos da Emater/RS-Ascar realizaram 10.099 vistorias de Proagro em lavouras de soja. A totalidade de solicitações em culturas e hortigranjeiros chega a 17.578 vistorias; os números vêm sendo contabilizados desde 01 de dezembro de 2019, por conta dos danos devido à estiagem.

Soja

Nas regiões administrativas da Emater/RS-Ascar de Ijuí e Santa Maria, as colheitas de soja estão encerradas. Na de Ijuí, o rendimento médio obtido foi de 2.070 quilos por hectare, e na de Santa Maria chegou a 1.430 quilos por hectare. Já nas regiões de Santa Rosa, Bagé e Porto Alegre, 99% das áreas estão colhidas. Na de Santa Rosa, ainda há lavouras tardias para colher em Garruchos e em Santo Antônio das Missões. A produtividade média é de 1.960 quilos por hectare, com média de perdas em 39,9% sobre o esperado entre os municípios da região.

Em Santo Ângelo, Entre-Ijuís e Caibaté, as perdas chegaram a 70%. As lavouras vistoriadas para amparo do Proagro tiveram produtividade média de 960 quilos por hectare. Na de Bagé, a sequência de dias com chuva ou garoa impediu o avanço da colheita. O rendimento médio é de 1.170 quilos por hectare, decorrente da perda de 55% na produção regional.

Na Campanha, a maioria dos contratos futuros de comercialização da soja está sendo cumprida de forma parcial, seja pela falta de produção, seja pelos preços mais baixos em até R$ 25,00/sc. Produtores que entregaram soja em volume inferior ao estabelecido nos contratos estão pagando multas junto às empresas.

Milho

No milho, o predomínio de tempo seco favoreceu as atividades de colheita, já realizada em 90% das áreas cultivadas. O retorno das precipitações em várias regiões do Estado amenizou os impactos da estiagem na cultura. Nas regionais da Emater/RS-Ascar de Santa Rosa, Soledade e Bagé, 90% das lavouras já foram colhidas. Na de Santa Rosa, a produtividade média tem se mantido em 7.080 quilos por hectare, com 11% de perda em relação à produtividade inicial, em decorrência da falta de precipitação e intenso calor, principalmente na região das Missões, onde as perdas atingiram a média de 22,6%. Na região da Fronteira Noroeste, as perdas foram menores, em média 6%.

Em geral, as lavouras de milho-safrinha se apresentam desuniformes e com baixo potencial produtivo, levando os produtores a destinarem as plantas como oferta de forragem à alimentação animal. As lavouras do milho-safrinha em floração e enchimento de grão deverão se beneficiar com a ocorrência de chuvas, estancando as perdas e ainda apresentando uma produtividade que compensará a realização da colheita, estimada em 2.700 quilos por hectare. Na de Soledade, o rendimento atual é de 2.800 quilos por hectare. Lavouras de milho com semeadura tardia e que se encontram na fase de enchimento de grãos se beneficiaram com as chuvas da semana, amenizando as perdas que atingem as lavouras tardias. Atualmente, a perda média é de 51% em relação à produtividade inicial esperada.

Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Pelotas, a colheita do milho para silagem está no final. Em razão dos efeitos negativos da estiagem prolongada, muitas das áreas destinadas para grãos foram aproveitadas para elaboração de silagem. A qualidade tem sido inferior à de anos anteriores. A produtividade tem variado entre seis mil e oito mil quilos por hectare. Em São Lourenço do Sul, maior área destinada para elaboração de silagem de milho, com 6.500 hectares, os rendimentos estão em 8.750 quilos por hectare de massa verde ensilada. Isto impactará na produção leiteira e na bovinocultura de corte pelo menor ganho de peso dos animais. Alguns negócios acontecem envolvendo a comercialização de silagem na lavoura, com preços variando entre R$ 0,12 a R$ 0,15/kg de silagem. Já na forma de silagem posta via transporte a granel e na silagem ensacada, os valores chegam a R$ 0,18/kg.

Fonte: Emater/RS-Ascar

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