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Presidente da Emater analisa o drama da estiagem para a agricultura do Rio Grande do Sul

Geraldo Sandri concedeu entrevista ao Sistema Alto Uruguai de Comunicação, na manhã desta terça-feira

31 de março de 2020
Presidente da Emater-RS detalhou o trabalho da entidade neste período difícil de estiagem (Foto: Arquivo pessoal)

Na manhã desta terça-feira (31), o presidente da Emater-RS/Ascar, Geraldo Sandri, concedeu entrevista ao Sistema Alto Uruguai de Comunicação. O assunto principal da entrevista foi a estiagem, que assola todo o Estado.

Geraldo Sandri afirmou que a agricultura no Rio Grande do Sul já tem perdas consolidadas. As estimativas que foram apresentadas em agosto, durante a Expointer 2019, foram refeitas e apresentadas na Expodireto, devido aos fatores climáticos.

Sandri destacou que a chuva no final de fevereiro, amenizou um pouco a estiagem naquele momento, porém, do dia 24 de fevereiro até o presente momento, as precipitações foram quase zero em média, o que agravou as perdas pelo estado inteiro. Ainda enfatizou que a perspectiva para os próximos dias ainda é muito ruim em termos de chuva, ainda que a soja esteja bem adiantada em sua colheita.

As perdas na cultura, dependendo da região do Estado, chegam a números assustadores de 90%, dependendo da variabilidade das regiões.

Sandri destacou que na soja, havia uma projeção recorde de 19,7 milhões de toneladas e 5,9 milhões de toneladas para o milho. Ainda que no Brasil a projeção estimada da colheita seja de mais de 250 milhões de toneladas, no RS esta estimativa foi quebrada por conta da forte estiagem.

A Emater não divulgará números ou estimativas nos próximos dias. Sandri afirmou que o trabalho agora se concentra nos laudos e perícias de Proagro, para mitigar as perdas e prejuízos dos agricultores.

Uma das medidas que a Emater está solicitando junto ao Banco Central e Ministério da Agricultura, é a simplificação dos laudos de Proagro e pericias, fazendo-as pelas médias, aguardando um posicionamento nos próximos dias.

As regiões de Soledade, Rio Pardo, Pantano Grande até Camaquã, são as mais afetadas pela estiagem no Estado, configurando-se na região Centro/Sul. Já a região Norte do Estado também apresenta perdas consideráveis, mas com relatos de produtores que ainda assim estão colhendo 60 sacas por hectare, o que é considerado bem razoável em virtude da seca para este ano. Por outro lado, Sandri enfatiza que, mesmo na região Norte, tem produtores colhendo apenas 10 a 20 sacas por hectare.

Um grupo de entidades estão solicitando junto à bancada federal gaúcha no Congresso Nacional, a renegociação dos custeios em até dez anos, junto aos bancos. Também os investimentos com a parcela deste ano sendo jogada para depois da última do prazo.

Outra medida é a implementação de um programa de bolsa estiagem, por um período de três meses, além de capital de giro para próxima safra e a importação de milho de outros Estados a preços mínimos, já que o RS é deficitário na produção desta cultura. “O milho atende várias cadeias produtivas, como avicultura, suinocultura e gado de corte e leite”, lembra o presidente da Emater.

Sandri informou que o produtor rural já pode comunicar suas perdas ao banco, em caso de financiamento, pois a Emater já está agilizando os laudos de perícias. Também podem solicitar suas prorrogações.

Neste período da pandemia do novo coronavírus, a Emater está trabalhando com as portas de seus escritórios fechadas, mas realizando o trabalho online e teletrabalho. Através de agendamento, a equipe da Emater está indo às propriedades para realização de perícias.

Sobre o aspecto da previsão do tempo, a Emater informa que o mês de abril deve ser de pouca chuva no RS, o que vai agravar ainda mais a situação da agricultura gaúcha.

Ao final, Geraldo Sandri desejou saúde a todos e fez um pedido para que a população não perca a fé e obedeça todas as recomendações dos órgãos de saúde para combater o coronavírus. “Esta fase vai passar logo, assim como a estiagem”, finalizou.

Ouça a entrevista concedida pelo presidente da Emater à Rádio Alto Uruguai:

Fonte: Rádio Alto Uruguai

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