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Plano de contingência do coronavírus do Estado é apresentado a entidades

Até o momento, nenhum caso suspeito apresentou quadro clínico que demandasse internação hospitalar

12 de fevereiro de 2020
Secretária Arita recebeu deputada Zilá e outros representantes de entidades (Foto: Divulgação / SES)

A secretária estadual da Saúde, Arita Bergmann, recebeu na terça-feira (11) o secretário de Saúde de Porto Alegre, Pablo Stürmer, o superintendente da Federação das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos, Jairo Tessari, e a deputada estadual Zilá Breitenbach para tratar do plano de contingência do coronavírus. A intenção é agregar essas representações na organização das ações do Estado. A reunião contou ainda com a participação por webconferência dos coordenadores das 19 regionais da Secretaria da Saúde (SES).

A secretária Arita ressaltou que o trabalho de prevenção e atenção aos possíveis casos depende dessa integração nos diferentes níveis de assistência e entre os gestores. O mesmo foi reforçado pelo secretário Stürmer, que destacou a consonância entre os protocolos seguidos pela Capital, Estado e Ministério da Saúde.

Representando os hospitais, Tessari afirmou que a rede de mais de 260 santas casas e hospitais beneficentes e filantrópicos está à disposição para atender às diretrizes propostas. A deputada Zilá, atual presidente da Comissão de Saúde e Meio Ambiente da Assembleia, demostrou interesse em levar o assunto do coronavírus para discussão na Assembleia Legislativa.

Investigação epidemiológica

Na reunião, a enfermeira do Centro Estadual de Vigilância em Saúde (Cevs), Letícia Martins, reforçou os critérios para uma pessoa ser considerada suspeita de infecção pelo novo coronavírus, ou seja, alguém que, nos últimos 14 dias, tenha viajado para a China ou apresente febre acompanhada de algum sintoma respiratório (tosse ou dificuldade para respirar). Também deve ser monitorada a pessoa que tenha tido contato com um caso suspeito e que apresente esse mesmo quadro clínico.

Ela acrescentou ainda que, ao se definir um caso como suspeito, é importante proceder com o isolamento do paciente, por meio do uso de máscara cirúrgica e segregação em área com pouca ou nenhuma circulação de pessoas. O fato deve ainda ser notificado imediatamente às autoridades epidemiológicas locais.

Assistência hospitalar

O diretor do Departamento de Regulação Estadual, Eduardo Elsade, explicou a organização prevista para os atendimentos hospitalares, que hoje ocorrem somente em casos graves. Até o momento, nenhum caso suspeito apresentou quadro clínico que demandasse internação hospitalar. Todos tinham sintomas leves e receberam a orientação de isolamento domiciliar durante o tratamento e até a melhora da saúde.

O plano de contingência prevê, conforme explica o diretor, outras ações, conforme os registros de casos confirmados e/ou letalidade da doença. Nessas situações, são estabelecidos meios para a disponibilidade de leitos de enfermaria e de Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) em hospitais de referência e de retaguarda.

Fonte: Ascom Secretaria Estadual da Saúde

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