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Perspectiva de La Niña e de pouca chuva na nova safra

Meteorologistas detectaram chance de fenômeno voltar a ocorrer no final do ano, mas indicam que, por enquanto, não há motivo para preocupação

4 de agosto de 2021

Detectada por prognósticos climáticos na semana passada, a perspectiva de nova ocorrência do La Niña – resfriamento das águas da zona equatorial do Oceano Pacífico – no final deste ano pode se tornar uma preocupação para os agricultores porque o déficit hídrico que o Rio Grande do Sul enfrenta desde a estiagem de 2020 tenderia a se estender até a próxima safra de verão. O fenômeno costuma reduzir as chuvas no Estado.

Por enquanto, os meteorologistas afirmam que não há motivo para os produtores ficarem alarmados. A chance de La Niña voltar é estimada em 65%. Estael Sias, da MetSul, lembra que a ocorrência mais recente do fenômeno se encerrou em maio deste ano e eventual repetição, se confirmada, será percebida a partir de novembro, terá menor intensidade e terminará no início do outono de 2022.

“Neste momento, o Pacífico está neutro, mas as previsões demonstram que o resfriamento já está começando, o que aponta para a possibilidade de um novo episódio”, explica. A meteorologista comenta que eventual falta de chuva no próximo verão teria efeitos sobre a agricultura, mas seria “alarmante” para as hidrelétricas e o potencial de geração de energia no país.

Jossana Cera, agrometeorologista e consultora do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga), diz que, ao longo de agosto, quando houver a atualização dos prognósticos, será possível afirmar com mais clareza sobre a ocorrência do La Niña. “No entanto, é bom lembrar que o fenômeno é menos nocivo para a agricultura do que os períodos de neutralidade, como na safra 2019/2020, quando, sem que houvesse um evento climático global, ocorreu estiagem severa no Rio Grande do Sul”, ressalta.

No boletim da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr), o meteorologista Flávio Varone adianta que para agosto e setembro a previsão é de chuvas próximas da média em todas as regiões do Rio Grande do Sul, com indicativo de La Niña somente para meses posteriores.

Fonte: Correio do Povo

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