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Perdas por estiagem crescem nas lavouras de soja do Rio Grande do Sul

De acordo com os fiscais agropecuários, os cultivos estão com queda de folhas. Diante do cenário, autoridades pedem mais prazo para o plantio no RS

22 de janeiro de 2022
Técnicos não detectaram pragas, mas confirmaram o déficit hídrico severo. (Foto: André Eboni/Divulgação/CP)

A única esperança para a safra de soja 2021/2022 no Rio Grande do Sul está nos 63% de área plantada que ainda estão em estágio vegetativo. Se chover nas próximas semanas, as plantas que germinarem terão chances de se desenvolver e as lavouras poderão produzir “perto” da média estimada pela Emater/RS-Ascar, de 3,2 quilos por hectare.

O raciocínio é do diretor técnico da instituição, Alencar Rugeri, que, por outro lado, reconhece uma situação “catastrófica” no restante da lavoura da oleaginosa. “A combinação de falta de água com temperaturas muito altas está causando uma perda muito rápida”, constata Rugeri, ao admitir que nos 7% das lavouras onde já se chegou ao enchimento de grão a perda é consolidada e nos 30% que estão em floração o quadro é crítico.

O diretor técnico da Emater/RS-Ascar diz que não há como prever o futuro da safra de soja, pois as condições climáticas do momento são muito adversas e a cada dia sem chuva se agravam mais. “Os dados fazem parte do Informativo Conjuntural da Emater de quinta-feira (dia 20). Nesta sexta-feira (dia 21), com certeza a situação já é pior”, admite.

Um levantamento de rotina feito pela Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr) na Região de Ijuí não detectou a presença de pragas características da soja e do milho na safra de verão 2021/2022, mas corroborou o quadro severo de estiagem. As lavouras monitoradas nos municípios de Boa Vista do Cadeado, Cruz Alta, Vista Gaúcha e Três Passos não apresentaram sintomas das doenças, mas de perdas acentuadas pela seca.

De acordo com os fiscais agropecuários, os cultivos estão com queda de folhas, dificuldade de emergir, morte das plantas ou condições inviáveis de produzir. Segundo eles, pragas como ferrugem asiática e cigarrinha-do-milho, ou plantas daninhas como o Amaranthus, não encontraram condições de proliferação.

Ricardo Felicetti, diretor do Departamento de Defesa Vegetal da Seapdr, ressalta que os levantamentos fitossanitários são sistemáticos e se destinam à detecção precoce de possíveis infestações. Ele explica que com o monitoramento é possível adotar medidas de controle da disseminação de pragas, evitando danos maiores aos plantios atingidos.

RS pede mais prazo para o plantio da soja

A Seapdr pediu formalmente ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) a flexibilização do período da semeadura da soja no Rio Grande do Sul para fins de atendimento ao Programa Nacional de Controle da Ferrugem Asiática da Soja (PNCFS). A proposta é que o final do calendário de plantio, iniciado em 13 de setembro de 2021, passe de 31 de janeiro para 28 de fevereiro de 2022.

O diretor de Defesa Vegetal da Seapdr, Ricardo Felicetti, explica que, em função da estiagem e da situação de perda de diversas lavouras de soja, a tendência é que haja a necessidade de replantio de algumas áreas após a data-limite inicial. Além disso, também há situações em que os agricultores nem conseguiram semear o grão porque o solo estava muito seco.

Assinado pela secretária Silvana Covatti, o ofício afirma que a prorrogação é imprescindível para a soja, que tem grande relevância socioeconômica no Rio Grande do Sul. Uma reivindicação anterior, não atendida pelo Mapa, também pedia o alongamento da janela de plantio prevista pelo zoneamento agrícola da cultura da soja, fechada em 31 de dezembro, mas para fins de enquadramento dos produtores no Proagro e seguro rural.

Fonte: Correio do Povo

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