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Perdas no milho levam 1,6 mil produtores a acionar Proagro Mais

Este número de comunicados chegou à Emater entre final de outubro e sexta-feira passada (4). Segundo Apromilho/RS, pelo menos metade das lavouras plantadas sentem impactos da seca

7 de dezembro de 2020
Prejuízos constatados em lavoura de milho em Humaitá. (Foto: Divulgação/Emater/RS-Ascar/Humaitá)

O Rio Grande do Sul ultrapassou a marca de 100 municípios em situação de emergência por conta da estiagem; 101 no total. Boa parte se concentra nas regiões Norte e Noroeste, onde há perdas irreversíveis nas lavouras de milho. Segundo o presidente da Associação dos Produtores de Milho (Apromilho/RS), Ricardo Meneghetti, já dá para afirmar que há quebra expressiva da safra 2020/2021, pelo segundo ciclo consecutivo. “Podemos dizer, tranquilamente, que temos prejuízos em cerca de 55% das lavouras já plantadas”, estima o dirigente. Segundo a Emater, nesta semana, o plantio do grão alcançou 85% da área estimada no Estado.

Do final de outubro até sexta-feira (4), 1.646 comunicados de perdas, via Proagro Mais, haviam entrado no sistema da Emater, responsável por parte das perícias no Estado. A maior parte das solicitações foi feita nas regionais de Frederico Westphalen, Santa Rosa, Ijuí e Erechim. O responsável pela área de crédito rural dentro da Gerência Técnica da Emater, Célio Colle, diz que a tendência é aumentar o número de comunicação de perdas, já que, mesmo com as chuvas dos últimos dias, os danos causados pela seca não conseguirão ser revertidos.

A regional de Santa Rosa responde por 600 acionamentos para amparo do Proagro Mais. Segundo o conjuntural da Emater, a expectativa atual de produtividade é de 2.650 quilos por hectare, uma redução de 68% do projetado inicialmente para as áreas destinadas aos grãos. Quanto às de silagem, a situação é ainda pior, com danos estimados em 70%. Na regional de Frederico Westphalen, se acredita que há uma perda média de 50% da produtividade previamente projetada em 8 mil quilos por hectare. Muitas das lavouras periciadas foram liberadas para o aproveitamento da massa verde e para implantação de nova cultura, aproveitando ainda a janela de semeadura.

Meneghetti define a situação como “preocupante” porque, mesmo em anos normais de clima, a produção local do grão não dá conta da demanda estadual. Por isso, diz que os produtores têm entendido a necessidade da isenção de imposto para as importações de milho. “O empresário agrícola sabe que, se não temos matéria-prima para oferecer, não podemos impedir que as empresas consumidoras busquem em outros lugares”, comenta o dirigente.

Fonte: Correio do Povo

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