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Palestra com ex-ministro foi um dos destaques no último dia da Expo Agro

Roberto Rodrigues explanou sobre cooperativismo e perspectivas para a agronegócio brasileiro.

27 de fevereiro de 2019
O evento ocorreu no último sábado durante a 4ª Expo Agro Cotricampo. (Fotos: Thomás Silvestre/Rádio Alto Uruguai)

Na tarde do último sábado, durante a 4ª Expo Agro, esteve palestrando no auditório do campo experimental o ex-ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento Roberto Rodrigues. Atualmente, ele exerce a função de coordenador do Centro de Agronomia da Fundação Getúlio Vargas (FGV). O evento ocorreu no auditório da feira e iniciou por volta das 14h45min. O ex-ministro explanou sobre cooperativismo e perspectivas para a agronegócio brasileiro.

Cooperativismo como terceira via para o desenvolvimento

A respeito do cooperativismo, Roberto fez um breve resgate sobre o tema e lembrou que o cooperativismo se apresentou como uma terceira via para o desenvolvimento, entre o socialismo e o capitalismo. Segundo ele, o cooperativismo busca promover o associado e tem como diferencial, em comparação com as demais empresas capitalistas, o fato de que cada sócio representa um voto nas decisões e participa da distribuição dos resultados.

O palestrante salientou que uma das regras básicas para o sucesso de uma cooperativa é a sua necessidade, ela precisa ser útil aos associados. A cooperativa também precisa ser viável economicamente e necessita de uma liderança capaz de conduzir o processo. Dentre os aspectos que ele considera importantes também estão a necessidade de preservar as origens, o compromisso com o cooperado. Além disso, do líder da cooperativa se espera, além de ser bom consultor, ter atitude visionária.

O mundo clama para que o Brasil aumente a produção

Roberto Rodrigues comentou que o mundo espera que o Brasil aumente a sua produção em 41% até o ciclo 2026/2027. Isso porque a oferta mundial de alimentos precisa crescer 20% no planeta para manter a segurança alimentar. No período, a meta para os Estados Unidos deve ser de ampliar em 10% a produção; no Canadá, 9%; na Europa, 12%; Rússia, 7%; China, 15%; e Austrália, 9%. Conforme o palestrante, o mundo está pedindo para o Brasil crescer e o país não está “se ligando”.

A expectativa em torno do Brasil se deve, conforme o palestrante, em função de que o país dispõe de terras disponíveis, clima favorável, tecnologia e profissionais capacitados. Desde meados dos anos 1990 até o ano passado, a produtividade nas lavouras aumentou em quase 300%. No ano passado, 91 milhões de hectares não precisaram ser desmatados para alcançar a mesma produção de quase 20 anos atrás. Atualmente, conforme dados apresentados pelo ex-ministro, todas as fazendas brasileiras ocupam uma área de 9% do território nacional. Incluindo áreas como pastagens nativas ou plantadas, o índice se aproxima de 30%.

Plano com sugestões é entregue ao Governo Federal

O palestrante também destacou que é preciso montar estratégias para o produtor crescer e se desenvolver. Roberto citou que contribuiu na elaboração de um plano, entregue ao Governo Federal, em que são traçadas estratégias para que o Brasil se torne campeão em produção e garantia da segurança alimentar até 2030. Dentre os pontos levantados, estão tecnologia, governança, segurança jurídica, mercado, inovação, sustentabilidade e imagem. O nome do documento é “Agro é Paz”.

Os pontos mais importantes do plano são a sustentabilidade que, segundo o palestrante, vai levar países a perderem mercados caso não observem esse aspecto, e a imagem, pois, conforme Roberto, é preciso saber explicar para a sociedade a importância do Agro.

Fonte: Rádio Alto Uruguai

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