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Nova Candelária: Conselho Tutelar emite alerta de forma preventiva à comunidade

Órgão pede que pais e a comunidade em geral redobrem a atenção e os cuidados com crianças e adolescentes. RS está entre os primeiros no ranking brasileiro de tráfico de crianças e adolescentes

19 de janeiro de 2021
Cidade de Nova Candelária (Foto: Prefeitura Municipal / Divulgação)

O Conselho Tutelar do município de Nova Candelária fez um alerta, através da página da Prefeitura Municipal, no Facebook, para que pais e a comunidade em geral redobrem a atenção e os cuidados com as crianças e adolescentes.

O alerta é no sentido de estarem próximos aos filhos, inclusive orientando eles a não aceitarem nenhum tipo de oferta realizada por pessoas estranhas, seja de forma presencial ou virtual.

A reportagem da Rádio Alto Uruguai entrou em contato com a prefeitura de Nova Candelária e com a Brigada Militar, mas nenhuma ocorrência foi registrada no último período, ou está sendo investigada.

De acordo com o poder público, o comunicado foi publicado como forma de prevenção.

RS está entre os primeiros no ranking brasileiro de tráfico de crianças e adolescentes

O Rio Grande do Sul ocupa um preocupante terceiro lugar em tráfico de crianças e adolescentes, no ranking de casos notificados ao Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos. O levantamento abrange nove anos de investigações feitas por polícias de todo o país, e leva em conta apenas episódios comprovados por inquéritos policiais. A imensa maioria, para não dizer todos, é de aliciamento para prostituição – o que inclui crianças (menores de 12 anos), embora o usual sejam adolescentes (de 12 a 18 anos).

São 684 casos contabilizados no Brasil de 2011 a 2019 (os números de 2020 não estão fechados). Do total, 49 no Rio Grande do Sul.

As estatísticas foram divulgadas nesta semana pela agência de dados independente Fiquem Sabendo, especializada em Lei de Acesso à Informação (LAI).

O Estado que mais sofre com o problema é São Paulo, que teve um total de 202 vítimas no período. Seguido pelo Rio de Janeiro, com 75.

Em conversa com policiais, eles consideram no mínimo curioso que o Rio Grande do Sul ocupe um terceiro lugar no ranking, quando se sabe que os problemas maiores de prostituição infanto-juvenil ocorrem nas regiões Norte e Nordeste. Basta uma visita nas principais cidades amazônicas para ver meninas se prostituindo em beiras de estrada e praças (fenômeno que também ocorre no Sul, mas em menor proporção).

Duas são as hipóteses para esse destaque gaúcho no ranking. Uma é de que adolescentes aliciadas aqui sejam engajadas na prostituição em outras partes do país (o que explicaria o maior número de registros de tráfico ou desaparecimento de adolescentes no Sul). A outra hipótese é que o RS tenha maior rigor estatístico ou mais registros, e que, em outros locais, esse tipo de crime esteja subnotificado. A PF possui, em território gaúcho, uma unidade (a Delegacia de Defesa Institucional, a Delinst) com equipes para atender esse tipo de delito.

O ranking do ministério também contabiliza 33 episódios de pessoas LGBT traficadas (nesse caso, adultos, também possivelmente para prostituição). Tanto para adolescentes como para adultos, o tráfico costuma ocorrer mediante promessas de uma vida mais fácil. Uma miragem, mas que continua a atrair muitas pessoas.

Fonte: Rádio Alto Uruguai e GaúchaZH

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