Movimentos sociais se articulam para contrapor interesses que movem construção do complexo binacional Garabi/Panambi – Rádio Alto Uruguai | FM 92,5 – FM 106,1
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Movimentos sociais se articulam para contrapor interesses que movem construção do complexo binacional Garabi/Panambi

“Energia para que e para quem?”, foi o lema do seminário promovido em Porto Mauá, nesta terça-feira (05)

6 de novembro de 2019
Atingidos e atingidas estiveram participando do evento binacional (Fotos: MAB-RS)

Um seminário binacional entre Brasil e Argentina, promovido ontem, em Porto Mauá, na fronteira noroeste do RS, reuniu integrantes de movimentos populares, como o MAB – Movimento dos Atingidos por Barragens, além de pessoas que estão ameaçadas pela possível construção do Complexo Hidrelétrico Binacional Garabi-Panambi, no rio Uruguai, para questionar a implantação deste projeto, que segundo os movimentos sociais, afetará profundamente a natureza e a vida de milhares de pessoas no sul do Brasil e na Argentina. “Energia para que e para quem?”, foi o lema do seminário.

No leito do rio Uruguai já existem sete grandes hidrelétricas construídas, gerando energia e, segundo os participantes do evento de ontem, querem barrar a última trincheira que se encontra livre, sem consultar as populações que vivem neste lugar. “Este empreendimento reflete uma sociedade injusta e desigual, em que nossos territórios estão sendo saqueados, nossos direitos violados e nossas lutas criminalizadas”, destaca o MAB-RS.

O movimento busca ampliar as denúncias sobre todas as violações de direitos humanos que estão ocorrendo com as populações ameaçadas por esse projeto, em especial o direito à informação e à participação. A ideia do MAB-RS é fortalecer a unidade de mobilização com as comunidades e movimentos organizados da Argentina, a fim de continuar se opondo ao projeto de Garabi/Panambi, ampliando a luta em defesa da água, dos rios e da vida.

Durante o seminário de ontem, os participantes denunciaram a revogação do decreto Nº 51.595/14 pelo atual governo do Estado. O decreto instituía a Política de Desenvolvimento de Regiões Afetadas por Empreendimentos Hidrelétricos – PDRAEH, e a Política Estadual dos Atingidos por Empreendimentos Hidrelétricos no Estado do Rio Grande do Sul – PEAEH, prevendo uma série de itens relacionados aos direitos que possuem os atingidos por barragens, buscando assim dirimir as violações e impactos causados pelos grandes empreendimentos hidrelétricos. O MAB-RS exige esclarecimento sobre a decisão do governo Eduardo Leite, tomada, de acordo com o movimento, sem consultar os sujeitos envolvidos.

Fonte: Rádio Alto Uruguai

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