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Milhares ocupam as ruas do Brasil em defesa da educação e contra os cortes do governo Bolsonaro

Até por volta de 21h30, ao menos 136 cidades de 25 estados e do DF tiveram manifestações

31 de maio de 2019
Mobilização desta quinta-feira reforça otimismo dos movimentos sociais com relação à adesão na greve geral de 14 de junho (Fotos: Mídia Ninja / UNE / CPERS)

Cidades brasileiras registraram nesta quinta-feira (30) protestos em defesa da educação. Até por volta de 21h30min, atos foram registrados em ao menos 136 cidades de 25 estados e do Distrito Federal.

Este é o segundo dia de protestos pelo país contra os cortes anunciados pelo governo federal para o setor. Os atos seguiram pacíficos por toda a manhã, mas houve confusão no início da tarde em Brasília. Durante um princípio de tumulto entre policiais militares e manifestantes, a polícia usou spray de pimenta contra um grupo e um homem foi detido.

Os primeiros atos pela educação no governo de Jair Bolsonaro ocorreram em 15 de maio. Nesta quinta-feira, parte dos manifestantes também protestava contra a reforma da Previdência.

No último domingo (26), em uma onda de protestos que ganhou força após os primeiros atos pela educação, manifestantes foram às ruas em defesa de Jair Bolsonaro.

Entenda os cortes na educação
– Em decreto de março que bloqueou R$ 29 bilhões do Orçamento 2019, o governo federal contingenciou R$ 5,8 bilhões da educação
– Desse valor, R$ 1,704 bilhão recai sobre o ensino superior federal
– Em maio, a Capes suspendeu a concessão de bolsas de mestrado e doutorado
– Os cortes e a suspensão motivaram os protestos de 15 de maio
– Após os atos, o governo disse que liberaria mais recursos para a educação, mas manteve o corte já anunciado em março
– Nesta quinta, o Conselho Nacional dos Direitos Humanos recomendou que o governo reveja os bloqueios

Porto Alegre: Multidão encara chuva e faz ato contra cortes na educação superar o do Parcão

O frio e a chuva que não deu trégua durante todo o dia em Porto Alegre não contribuíram, mas uma multidão tomou as ruas no final da tarde desta quinta-feira (30) para protestar contra a reforma da Previdência e os cortes na educação promovidos pelo governo de Jair Bolsonaro (PSL). “Tem mais ou menos gente do que no dia 15?”. Em uma era em que tudo é comparação, é difícil precisar se as milhares de pessoas que lotaram a Esquina Democrática, avançando até a Borges de Medeiros, somavam um contingente maior do que aquele que participou da grande manifestação com o mesmo tema no dia 15 de maio, mas permitia dizer que estavam em número superior àquelas que foram ao Parcão em apoio ao governo na ensolarada tarde do último domingo (26).

A história do ato desta quinta precisa ser contada em duas partes. Enquanto uma parte dos manifestantes começou a se concentrar e a lotar a Esquina Democrática, ponto de encontro da convocação do ato no Centro, a partir das 17h, outro contingente numeroso se reunia simultaneamente na frente da Faculdade de Educação (Faced), no Campus Central da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Perto das 18h, esse segundo grupo, liderado por um pequeno caminhão de som, iniciou uma primeira caminhada do local em direção à Esquina, puxando palavras de ordem como “Não vai ter corte, vai ter luta” e “A nossa arma é a educação, a nossa arma é edu-ca-ção”. À frente eles, um grupo de jovens fazia uma encenação simbolizando os cortes na educação e na Previdência, liderados por um deles fantasiado de Edward Mãos de Tesoura com uma faixa presidencial.

Quando essa primeira caminhada passou sob o viaduto Otávio Rocha, na Av. Borges de Medeiros, já era possível perceber que, mesmo tratando-se de apenas uma das duas partes do ato, o contingente já era grande.Ao chegar na Esquina Democrática, esse grupo vindo da UFRGS encontrou a segunda parte do ato, que reunia outras milhares de pessoas e contava com o apoio de um caminhão de som, de maior porte, coordenado pelo Centro dos Professores do Rio Grande do Sul (CPERS) e pela União Nacional dos Estudantes (UNE). “Unificou, unificou, estudante, trabalhador e professor” cantava a multidão que a essa altura já percorria um espaço que tomava a Esquina Democrática em todos os sentidos e se estendia até a esquina da Borges com a Salgado Filho. Unificado, o ato seguiu então com poucas falas e diversos cantos, animados por uma série de grupos de estudantes com instrumentos. Na pauta, também, cantos contra a reforma da Previdência.

Rio de Janeiro se mobiliza e coloca mais de 100 mil pessoas nas ruas pela educação

O Rio de Janeiro também se mobilizou para a manifestação desta quinta-feira (30). Protesto contra os cortes de verbas na Educação, defesa do ensino público e repúdio aos desmandos do governo Bolsonaro, inclusive a reforma da Previdência, foram as principais pautas que levaram mais de 100 mil pessoas às ruas, de acordo com a organização.

Os manifestantes começaram a concentração na Igreja da Candelária, Centro do Rio, por volta de 15 horas. Duas horas depois, iniciaram a caminhada pela Avenida Rio Branco com o objetivo de chegar à Cinelândia. Por enquanto, o ato segue de forma pacífica.

Aulas públicas

Aulas públicas nas ruas foram realizadas desde o início da quinta-feira. Policiais militares acompanham a manifestação desde o início da concentração com motocicletas e a pé.

São Paulo supera expectativas reúne mais de 150 mil pessoas em ato pela educação

A cidade de São Paulo decidiu mandar um recado claro a Jair Bolsonaro e ao ministro Abraham Weintraub, nesta quinta-feira (30). A manifestação na capital paulista superou as expectativas mais otimistas e, por enquanto, já reúne mais de 150 mil pessoas, segundo a organização.

No entanto, esse número deve crescer ao longo da noite, pois muita gente ainda está se juntando à manifestação, depois de sair do trabalho.

O ato teve início por volta de 17 horas, com a concentração no tradicional Largo da Batata e neste momento está a caminho do Masp, na Avenida Paulista.

Estão presentes inúmeras lideranças, como o deputado federal Paulo Teixeira (PT), Guilherme Boulos (PSOL), Marianna Dias, presidenta da União Nacional dos Estudantes (UNE), além de outras lideranças estudantis e de professores.

Força popular

Em entrevista à Fórum, Marianna Dias declarou: “Para aqueles que duvidaram que nós tínhamos capacidade de transformar esse Brasil num Brasil melhor, com a força popular e com os estudantes nas ruas, essa é a resposta que nós damos”.

Ela disse, ainda: “Acabamos de saber que o ministro da Educação fez uma carta oficial do MEC, dizendo que estudantes, professores e funcionários não podem falar sobre manifestação em horário de aula. Será que a ditadura chegou hoje ao Brasil? O ministro está querendo cercear os direitos dos estudantes”, acrescentou.

Marianna mandou um recado para Abraham Weintraub: “Ministro, durma com esse barulho, porque seu pesadelo chegou e no dia 14 nós vamos fazer a maior greve geral desse país. Não vai ter um aluno em sala de aula, porque a nossa aula vai ser no protesto”.

Estudantes recolocam faixa “Em defesa da Educação” retirada por bolsonaristas na UFPR

Um ato simbólico de muita importância ocorreu nesta quinta-feira (30), durante manifestação pela Educação, realizada em Curitiba. Estudantes afixaram na fachada da Universidade Federal do Paraná (UFPR) uma faixa enorme com os dizeres: “Em defesa da Educação”, com direito à contagem regressiva.

Durante manifestação promovida por bolsonaristas, no domingo (26), na capital paranaense, apoiadores do governo de extrema direita arrancaram a faixa em defesa da educação, que estava exposta na mesma fachada da UFPR, o que provocou revolta do reitor da instituição, Ricardo Fonseca.

“Neste exato momento manifestantes retiraram, com muitos aplausos, uma faixa no Prédio Histórico da UFPR em que estava escrito: ‘Em defesa da educação’. Inacreditável”, disse Fonseca, via Twitter.

“Hoje é um esquenta para a greve geral”, diz trabalhadora da UFRJ

Centenas de estudantes, professores e funcionários da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) se reuniram, desde as primeiras horas da manhã, em uma concentração no campus da instituição para a manifestação em defesa da educação que aconteceu a partir das 18h na Candelária, centro do Rio de Janeiro.

Os presentes tentaram mobilizar outros estudantes, professores e funcionários através de aulas públicas, apresentações musicais, confecção de cartazes e rodas de conversa.

À Revista Fórum, Gerli Miceli, coordenadora do Sindicato dos Trabalhadores em Educação da UFRJ, afirmou que o ato de hoje é um “esquenta” para a greve geral convocada por centrais sindicais para o dia 14 de junho. O objetivo da greve é fazer pressão para impedir a aprovação da reforma da Previdência apresentada pelo governo de Jair Bolsonaro.

“A gente entende que é um esquenta para 14 de junho, a greve geral. Rumo à derrubada da reforma da Previdência e dos cortes na Educação”, afirmou.

De acordo com Gerli, a UFRJ, diante dos cortes anunciados pelo Ministério da Educação, só tem condições de funcionar até julho deste ano. “E o governo associa a aprovação da reforma da Previdência ao fim dos cortes. Isso é muito grave”, disse, salientando a importância da paralisação do dia 14.

Maria Lúcia Werneck, que é presidente da Associação de Professores da UFRJ, foi na mesma linha. “O ato de hoje gera uma expectativa positiva com relação ao dia 14, espera-se que o Brasil pare contra a reforma da Previdência e todas essas medidas que afetam fortemente a universidade pública brasileira”.

João Pedro Timóteo, estudante de História de 19 anos que também estava na concentração, vai ainda além. Para ele, a mobilização de hoje “vai mostrar, mais uma vez, como esse governo está em crise e pode ser derrubado nas ruas”.

Fonte: G1 / Sul 21 / Revista Fórum

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