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Leite defende suspensão do modelo de cogestão e fala em momento “sem precedentes” da pandemia no RS

Sistema que dá autonomia a municípios para flexibilizar restrições pode ser reavaliado

22 de fevereiro de 2021
Na sexta, governador Eduardo Leite anunciou o mapa preliminar com 11 regiões em bandeira preta (Foto: Felipe Dalla Valle / Palácio Piratini / Divulgação)

O governador Eduardo Leite defendeu nesta segunda-feira (22), em entrevista ao programa Gaúcha Atualidade, da Rádio Gaúcha, a suspensão do sistema de cogestão no modelo de distanciamento controlado. Segundo ele, é preciso “alinhamento” na aplicação de medidas mais restritivas diante do quadro grave da pandemia no Rio Grande do Sul.

Com a cogestão, as prefeituras de cada região podem chegar a um acordo e adotar protocolos semelhantes aos da classificação imediatamente anterior — os locais com bandeira preta, por exemplo, podem escolher medidas semelhantes às da bandeira vermelha.

“A cogestão é uma boa ferramenta, é positiva, mas quando temos um momento crítico como esse o melhor é alinharmos ações, para que seja uma única comunicação com a população, sem gerar dúvidas” disse.

Na última sexta-feira, o governador anunciou 11 regiões em bandeira preta no modelo de distanciamento controlado e a suspensão de atividades, em todo o Estado, entre 22h e 5h. O quadro no RS, segundo Leite, é “gravíssimo” e “sem precedentes”.

“Em julho, tínhamos em média aumento de 64 pacientes por dia em leitos clínicos e de UTI. Na segunda onda, tínhamos em média 67, na mesma base. Agora, temos 170 pacientes sendo internados em média por dia, nos últimos 10 dias. Este é o nível da gravidade que estamos vivenciando”, destacou.

Leite ainda rebateu as críticas de diferentes prefeitos e setores empresariais às restrições anunciadas pelo Piratini.

“Não se trata de ficar buscando culpados. Ninguém é culpado ou está fazendo nada errado no seu setor. A questão é termos a consciência na sociedade de que as coisas não estão normais. Além de gerar menos circulação, essas suspensões de atividades ajudam a dar a percepção de que estamos em uma situação excepcional” afirmou.

O governador falou também sobre a recente acolhida do RS a pacientes vindos do Norte do país. De acordo com Leite, a medida não tem relação com o atual quadro da pandemia no Estado.

“Negar solidariedade a quem estava em outra região seria de uma desumanidade absurda. Não foi isso que causou ou provocou o que estamos vivendo. Teríamos condenado à morte pessoas por absoluto egoísmo da nossa parte”.

Modelo que dá autonomia a municípios para flexibilizar restrições da pandemia no RS pode ser reavaliado

O governador Eduardo Leite deve passar a manhã desta segunda-feira (21) debatendo os próximos passos para frear a rápida disseminação da covid-19. Na pauta de dois encontros online, está a avaliação sobre manter ou não o atual modelo de cogestão do distanciamento controlado. Nesse sistema, as prefeituras de cada região podem chegar a um acordo e adotar protocolos semelhantes aos da classificação imediatamente anterior — os locais na cor preta, por exemplo, podem escolher por medidas semelhantes às da bandeira vermelha.

Está marcada uma reunião com entidades empresariais, universidades, sindicatos, entre outros, e com a Federação das Associações de Municípios (Famurs). Na sexta-feira (20), o presidente da Famurs, Maneco Hassen, afirmou que a suspensão do modelo de cogestão “parece ser medida necessária”.

“Os números dos últimos dias são impressionantes, negativamente. A curva de crescimento de casos e internações é alarmante. E isto que não houve prazo para eventual repercussão das aglomerações do carnaval. Infelizmente, a suspensão da cogestão parece ser necessária. E, o principal, aumentar a busca pela aceleração do processo de vacinação”, analisou Hassen.

Entidades ligadas a diferentes setores da economia gaúcha logo se posicionaram a favor do modelo em vigor, especialmente no município de Porto Alegre. Documento assinado por entidades como Sindicato de Hospedagem e Alimentação de Porto Alegre e Região (Sindha), Sindilojas Porto Alegre, Câmara de Dirigentes Lojistas de Porto Alegre (CDL-POA), Fecomércio-RS e Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) defende que “a cogestão representa a tomada de decisões focada nas particularidades de cada localidade e que, respeitando o exercício democrático que elege representantes municipais a partir do voto popular, garante a adoção de protocolos de bandeira inferior à atual vigente, dando autonomia e atribuindo confiança nas decisões de cada gestor municipal”.

Neste domingo (21), o Sindicato do Ensino Privado do Rio Grande do Sul (Sinepe/RS) também se somou à mobilização. A Associação de Escolas Privadas de Educação Infantil se manifestou a favor da manutenção das atividades presenciais. “A interrupção das aulas neste momento causará um retrocesso em todo processo de adaptação das crianças da primeira infância, o que pode vir a provocar sérios problemas emocionais”, disse a entidade em nota divulgada neste final de semana.

O próprio prefeito de Porto Alegre tenta convencer o governador a manter a cogestão, na tentativa de não precisar fechar o comércio e os restaurantes. “Fui eleito para isso, para assumir responsabilidades, para participar das decisões. E estou convencido de que o comércio regular aberto nunca foi culpado pelo aumento das internações” afirmou o prefeito Sebastião Melo.

Segundo assessores do Palácio Piratini, ainda não há definição do que poderá e do que não poderá ser flexibilizado a partir do decreto do governador Eduardo Leite se o modelo de cogestão for mantido.

Fonte: GaúchaZH

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