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Jesuítas reassumem paróquia em São Miguel das Missões após 31 anos

Irmão Celso Schneider já se instalou no município missioneiro, e padre Dionísio Körbe deverá se mudar em outubro

26 de setembro de 2020
São Miguel é onde ficam as ruínas declaradas Patrimônio da Humanidade pela Unesco. (Foto: Arquivo/Divulgação)

Faz mais de três séculos que os jesuítas se estabeleceram no noroeste do Rio Grande do Sul e fundaram os Sete Povos das Missões. Ensinada nas escolas do Estado inteiro, essa história está prestes a ganhar mais um capítulo: a ordem religiosa vai voltar à região. No dia 24 de outubro, um padre jesuíta deve assumir a Paróquia de São Miguel das Missões, cidade onde ficam as ruínas reconhecidas como Patrimônio da Humanidade pela Unesco. Assim que criada, há 40 anos, a paróquia havia sido entregue aos jesuítas, mas eles deixaram a cidade em 1989.

O pároco Dionísio Körbesvai irá de mudança de Santa Catarina na segunda metade do mês, enquanto o irmão Celso Schneider já está na cidade desde o começo de setembro. Schneider trabalhou no Colégio Anchieta por 32 anos, onde chegou a ser diretor-geral. A nova função em São Miguel não deixa de ser um retorno para casa — é natural de Cerro Largo, na região missioneira. Mas o principal objetivo é sua participação em projetos locais, como da aldeia indígena, da Trilha dos Santos Mártires Região das Missões, do Santuário do Caaró e em escolas. A ideia é ajudar a contar a história pela ótica dos jesuítas. — Queremos lançar um olhar para além das ruínas — diz o irmão.

A decisão de voltar à Região das Missões foi acordada entre o bispo da Diocese de Santo Ângelo, Dom Liro Vendelino Meurer, e o Provincial dos Jesuítas do Brasil, Padre Mieczyslaw Smyda. A ideia surgiu como uma moção em 2017 na Assembleia dos 30 Povos, evento das comunidades missioneiras na primeira Redução Jesuítico-Guarani, em San Ignácio Guazú, no Paraguai.
Dom Liro comemora a integração: — Penso que é necessário conscientizar a atual geração sobre nossa história, a saga missioneira, o trabalho evangelizador realizado nas reduções, os valores e a mística da presença dos Jesuítas.

A presença da Companhia de Jesus na região remonta ao período das reduções jesuítico-guaranis. No final do século 17, sete aldeamentos indígenas foram fundados pelos jesuítas ali sob a tutela da coroa espanhola, para a catequização dos índios. Em 1750, com o Tratado de Madri, Portugal recebeu da Espanha os territórios onde situavam as reduções missioneiras e ordenou que jesuítas e indígenas abandonassem as suas terras.

Na Guerra Guaranítica, os índios missioneiros lutaram contra os exércitos de Portugal e Espanha, resultando em um massacre indígena e a destruição de boa parte das reduções. A Ordem Jesuítica retornou ao território missioneiro a partir de 1902, mas deixou completamente a região em 2001.

Fonte: Gaúcha ZH

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