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Investigado por executar gatos na região Noroeste usou perfis fakes para tentar adotar animais

Homem, que confessou dois crimes, também usou nome de ex-colega e é investigado por cerca de 30 mortes de felinos

26 de outubro de 2021

Depois das primeiras denúncias, da elaboração de um dossiê com mais de 30 casos de mortes de gatos em várias cidades gaúchas e de inquérito instaurado na cidade de Jóia, no noroeste do Estado, a Polícia Civil segue apurando a ação de um morador de Coronel Barros, que adotava os animais pelas redes sociais. Depois disso, motivado por supostos problemas psiquiátricos e sem um motivo aparente, agredia e matava os gatos, principalmente filhotes. O criminoso confessou dois casos e agora também é apontado por usar perfis falsos, além de nome de ex-colega de trabalho, para tentar obter os gatos depois que as primeiras denúncias começaram a ser feitas.

O delegado Ricardo Miron, da Delegacia Regional de Ijuí, assim como um grupo de ativistas que foi criado justamente por causa destes crimes, revelam que o investigado teve o nome divulgado nas redes sociais em setembro, já que os crimes iniciaram em agosto deste ano. O uso de perfis fakes e do nome de ex-colega de trabalho, em Ijuí, foi uma medida adotada por ele para seguir com as adoções e consequentes execuções.

O criminoso, que já confessou duas execuções, em Jóia e Ijuí, durante depoimento na semana passada à polícia, sempre se apresentava de forma amigável e prestativa, como se fosse uma pessoa que tem muito carinho com os bichos, oferecendo todos os recursos possíveis. Segundo o delegado, depois de conseguir a adoção, o acusado desaparecia e as pessoas que haviam encaminhado os gatos para o suspeito não conseguiam mais informações sobre os animais. Todas as provas foram reunidas no dossiê que vai ser entregue à Justiça e à polícia.

Miron ainda confirma que já tem mais outras duas ocorrências policiais confirmadas, além de Jóia e Ijuí, nas cidades de Santo Ângelo e Santa Maria. Também há suspeitas de que crimes tenham sido cometidos ainda nos municípios onde o investigado teria adotado os gatos que não foram mais vistos, como em Catuípe, Cruz Alta, Entre-Ijuís, Santo Augusto, entre outras e muitas com mais de um caso. Em um dos fatos, o homem devolveu o gato adotado com os dentes e pernas quebrados, o que deu início às suspeitas. O caso ocorreu em Santo Ângelo.

— Sobre os casos na região de Ijuí, hoje (segunda-feira) vamos ouvir três testemunhas e temos um total de pouco mais de 15 na semana — relata Miron.

O homem responderá pelo crime de maus-tratos, com pena de até cinco anos de detenção devido à nova lei de proteção aos animais, que completou um ano em setembro de 2021. Entretanto, ele não foi preso porque não houve flagrante, mas a polícia avisa, se houver mais um pedido de adoção feito ou se for pego com mais um animal, será detido imediatamente. O nome não está sendo divulgado porque a apuração continua.

Por outro lado, pelo menos duas pessoas que integram o grupo de ativistas – que elaborou o dossiê – afirmam que houve represálias por parte do investigado logo depois que as primeiras denúncias foram reveladas. Além disso, após o conhecimento dos fatos pela comunidade, ele foi demitido semana passada da empresa onde trabalhava, em Ijuí. Depois disso, não foi mais visto e também não houve mais contatos sobre pedidos de adoção.

De qualquer forma, a polícia pede para que todos denunciem qualquer contato suspeito e que sempre fiquem alertas na hora em que forem encaminhar algum animal para adoção.

Fonte: GaúchaZH

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