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Inverno terá mais períodos frios em 2018, de acordo com MetSul Meteorologia

Estação neste ano estará mais perto dos padrões históricos na temperatura, muito em consequência das condições do Pacífico

20 de junho de 2018
Geadas são fenômenos climáticos muito constantes nos invernos gaúchos (Foto: Sema-RS/Arquivo)

O inverno, que começa oficialmente nesta quinta-feira, 21 de junho, às 7h07min, não repetirá o padrão de 2017 que foi de poucos períodos frios e muitos dias amenos ou quentes, antecipa a MetSul. Isso não implica um inverno rigoroso, mas uma estação que neste ano estará mais perto dos padrões históricos na temperatura, muito em consequência das condições do Pacífico. O inverno tem início e transcorrerá integralmente ou em grande parte sob neutralidade no Pacífico Equatorial, logo sem influência de El Niño ou La Niña. O Pacífico Equatorial Leste, perto da América do Sul, apresenta águas mais frias do que o normal, o que favorece períodos frios no Rio Grande do Sul. Dados indicam a possibilidade de El Niño no último trimestre deste ano, porém ainda não se pode afirmar esta tendência. Se ocorrer aquecimento do Pacífico será mais tardio, o que não vai influenciar todo ou a maior parte do inverno.

O inverno marca o período mais frio do ano no Rio Grande do Sul. As jornadas mais frias costumam ocorrer sob influência de ciclones extratropicais intensos no Atlântico Sul e que são responsáveis por impulsionar massas de ar muito gelado para o Estado. Quando o frio está acompanhado de um ciclone potente, é comum os gaúchos terem o vento Minuano, sensação térmica negativa, minimas muito baixas, geada ampla e em alguns casos neve. Ocorre que mesmo durante o inverno são normais dias com calor em qualquer mês da estação, especialmente durante agosto e setembro.

A transição de períodos amenos ou quentes para frios pode se dar bruscamente com alto risco de tempo severo na forma de temporais com vento forte e granizo, especialmente se estiver presente um fenômeno conhecido como corrente de jato de baixos níveis, que traz ar quente e vento Norte com forte intensidade antecedendo a chuva e os temporais. Essas correntes de vento quente a cerca de 1500 metros de altitude são comuns horas antes da chegada de frente fria intensa associada a um grande ciclone. Em todos os anos se verifica este tipo de cenário em nos casos mais extremos há formação de tornados, como se viu entre os últimos dias 11 e 12 de junho em cidades do Norte do Rio Grande do Sul.

A chuva no inverno de 2018 deve apresentar grande variabilidade regional sem excessos generalizados como em 2015, ano de Super El Niño. Haverá regiões do Estado que vão terminar o inverno com chuva abaixo da média enquanto outras regiões gaúchas tendem a ter precipitações próximas ou acima da média. No geral, não se espera um inverno muito chuvoso em 2018 e os maiores volumes no Sul do Brasil devem ocorrer no Rio Grande do Sul. Mesmo assim é altamente provável que ocorram eventos regionalizados de chuva em altos volumes em curto período.

O inverno começa em 21 de junho apenas pelo critério da Astronomia porque, na prática, o clima não respeita calendário e o frio chega muito mais cedo. Tanto que esse junho que está terminando tende a ser o mês de mais frio do trimestre de inverno climático JJA (junho a agosto) e antes mesmo do começo astronômico do inverno o Rio Grande do Sul já anotou mais de 15 dias com mínimas abaixo de zero.

Julho não deve ser tão gelado como junho, mas ainda terá maior frequência de massas de ar frio. Ao menos uma a duas incursões polares devem ser fortes. Agosto e setembro devem ter dias frios, com períodos até gelados, mas o número de jornadas de temperatura amena ou de calor aumenta. Tradicionalmente os dois meses registram dias de forte calor e em 2018 não deve ser diferente. A alternância de calor e frio é maior em agosto e setembro, o que leva a bruscas mudanças de temperatura com vento e não raro com tempestades severas.

A história do clima gaúcho mostra muitos invernos que não chegaram a ser rigorosos, mas tiveram uma ou duas ondas de frio poderosas, até com grandes nevadas, caso de agosto de 1965. No ano passado, por exemplo, que muitos afirmam “não ter tido inverno” pela temperatura média muito acima do normal, uma massa de ar polar no começo da segunda quinzena de julho trouxe neve para o Sul do Brasil e marcas muito abaixo de zero em diversas localidades, com geada forte em grande número de cidades.

Fonte: Rádio Alto Uruguai (com informações da Metsul Meteorologia)

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