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Humaitense que mora na Alemanha faz relato sobre enfrentamento ao Covid-19

Leide Covari Bremer contou detalhes sobre sua rotina e medidas adotadas pelas autoridades alemãs.

25 de março de 2020
Prateleiras chegaram a ficar vazias em mercado da cidade de Greven, na Alemanha. (Fotos: Arquivo Pessoal/Leide Covari Bremer)

A equipe de reportagem da Rádio Alto Uruguai manteve contato com a humaitense Leide Covari Bremer que mora há mais de 20 anos na Alemanha. Ela relata, por meio de um áudio, como está a situação na cidade de Greven, onde reside, em relação às medidas de combate à propagação do novo coronavírus.

Conforme Leide, a cidade de Greven conta no momento com nove casos confirmados e, na cidade de Münster, onde trabalha, são 1.217 pessoas contaminadas. Na região também foram adotadas medidas restritivas em relação ao comércio e serviços.

Ouça o relato:

Leide Covari Bremer reside desde 1997 na Alemanha. (Foto: Arquivo Pessoal)

Alemanha tem muitos casos de coronavírus, mas poucas mortes

Agora presente em pelo menos 177 países e territórios, a covid-19 já matou quase 20 mil pessoas em todo o mundo e já contaminou mais de 400 mil. A Alemanha chama a atenção por estar numa situação radicalmente diferente de seus pares europeus: quinto entre os dez países mais afetados pelo novo coronavírus, o país tem a menor taxa de mortalidade da doença.

O país contabilizava, até o momento, cerca de 32 mil casos da doença e aproximadamente 150 mortes (0,4%). A taxa de mortalidade alemã também impressiona quando colocada diante das taxas da Itália ou da Espanha, que estão em 9,5% e 7%, respectivamente.

Tudo indica que o sucesso da Alemanha em manter baixa a taxa de mortalidade até agora seja o resultado de um conjunto de iniciativas, colocadas em prática no momento em que se entendeu a gravidade do novo coronavírus. Assim como outros países do mundo, a Alemanha adotou iniciativas de distanciamento social. Escolas, restaurantes e bares estão fechados, reuniões entre mais de duas pessoas são proibidas, com exceção de encontros familiares e moradores de uma mesma casa. Suas fronteiras estão fechadas.

Uma das medidas também é uma agressiva estratégia de testar o maior número possível de pessoas, o que ajuda as autoridades na detecção dos pacientes assintomáticos. Segundo especialistas, essas pessoas seriam responsáveis por dois terços das infecções da doença.

Há, ainda, um elemento demográfico que parece jogar a favor da Alemanha: a doença ainda não chegou até a população idosa. A maioria das pessoas infectadas por coronavírus no país tem entre 15 e 59 anos de idade. Apenas 2,7% dos casos confirmados são pessoas com mais de 80 anos de idade.

O governo alemão é cauteloso e enfatiza ser cedo para cravar que o país estava melhor preparado para lidar com essa emergência do que outros. A posição da primeira-ministra da Alemanha, Angela Merkel, aliás, sempre foi reconhecer a gravidade da pandemia no novo coronavírus. E é possível que isso também seja parte importante da resposta.

*Com informações da Revista Exame

Fonte: Rádio Alto Uruguai

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