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Humaitá decreta Situação de Emergência Econômica devido à greve dos caminhoneiros

Prefeito Fernando Wegmann estima que cerca de R$ 400 mil deixaram de circular na economia local durante os dias de paralisação.

6 de junho de 2018
Levantamento foi divulgado durante entrevista para a Rádio Alto Uruguai. (Foto: Arquivo/Rádio Alto Uruguai)

Em entrevista concedida na manhã de ontem para a Rádio Alto Uruguai, o prefeito de Humaitá, Fernando Wegmann, divulgou o levantamento dos prejuízos registrados no município pela greve dos caminhoneiros, que durou 10 dias. Segundo ele, cerca de R$ 400 mil deixaram de circular na economia local durante o período.

Por meio do Decreto Municipal Nº 22/2018, o prefeito “declarou situação anormal, caracterizada como Situação de Emergência Econômica no Município”. O decreto, publicado no dia 29 de maio, leva em consideração o levantamento de prejuízos elaborado pelo escritório local da Emater.

Segundo a estimativa feita pela Emater, a paralisação dos caminhoneiros provocou uma perda diária de 36 mil litros de leite que deixaram de ser coletados nas propriedades de 235 agricultores. Como o recolhimento não foi realizado durante 10 dias, a estimativa da entidade é de que 360 mil litros de leite foram jogados fora.

O relatório também cita que as perdas na área de produção animal para carne ainda não podem ser mensuradas, pois não houve morte de animais. Os produtores tiveram, porém, que fornecer menor quantidade de concentrados e concentrados de menor qualidade, o que vai acarretar perda na conversão alimentar e no ganho de peso, com reflexos na receita do produtor e do município. Em Humaitá são 75 criadores de suínos integrados, conforme a Emater.

O Decreto de Situação de Emergência Econômica publicado pela Administração Municipal de Humaitá ainda cita os prejuízos acumulados pela fábrica de calçados instalada no subsolo do auditório municipal. A Pospieka Thalhaimer Beneficiamento de Calçados teve de fechar as portas durante três dias e em outros três operou com metade da capacidade de produção. A empresa possui 42 funcionários e estima que R$ 22 mil deixaram de ser faturados durante a greve.

O decreto, assinado pelo prefeito, “autoriza o Município a adotar medidas excepcionais necessárias ao fomento de atividades de natureza fiscal, econômicas e de incentivo ao setor, para minimizar os efeitos da paralisação”. A prefeitura também “poderá utilizar dotação orçamentária específica de projeto e programas já existentes, transferir recursos de outras dotações e aplicar em ações de apoio ao setor, dentro das condições e possibilidade do ente local”.

Por fim, através do Decreto Municipal Nº 22/2018, foi criado “o gabinete de crise que reunirá representantes do Poder Executivo, Sindicato dos Trabalhadores Rurais e representantes do setor leiteiro e suinocultores, em número de três cada órgão ou entidade, para formular propostas e alternativas que podem ser executadas pelo Município”.

Fonte: Rádio Alto Uruguai

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