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Governo anuncia programa de R$ 40 bilhões para pequenas e médias empresas

Medida se destina ao financiamento da folha do pagamento de empresas por dois meses

27 de março de 2020
Bolsonaro fez pronunciamento sobre ações econômicas para amenizar os efeitos da Covid-19 no Brasil (Foto: Marcos Corrêa / PR)

O presidente Jair Bolsonaro fez um pronunciamento na manhã desta sexta-feira no Palácio do Planalto sobre ações econômicas que devem ajudar o Brasil a amenizar os efeitos do novo coronavírus. Na companhia dos chefes do Banco Central, Roberto Campos Neto; da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães; e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Gustavo Montezano, Bolsonaro anunciou um programa que se destina ao financiamento da folha do pagamento de empresas por dois meses.

Logo depois da fala de Bolsonaro, o primeiro a anunciar as medidas foi o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto. “Temos agora o problema do novo coronavírus e anunciamos um programa, formulado pelo Banco Central, Ministério da Economia e BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento), que se destina ao financiamento de folha do pagamento de empresas por dois meses. São R$ 40 bilhões, R$ 20 bilhões por mês. Esta iniciativa poderá ajudar 1,4 milhão de companhias e 12 milhões de pessoas. A linha de crédito será para empresas com faturamento entre R$ 360 mil e R$ 10 milhões”, explicou Neto.

Neto colocou ainda que dos R$ 20 bilhões mensais, R$ 17 bilhões são de financiamento do Tesouro Nacional, enquanto outros R$ 3 bilhões virão da Federação Brasileira de Bancos (Febraban). “O programa irá garantir o pagamento de até dois salários mínimos, este é o limite. A divisão de risco ficará em 85% para o governo e 15% para os bancos. E toda empresa que aceitar a linha de financiamento não poderá demitir o funcionário por dois meses. Nós criamos o programa para fazer questão que este dinheiro vá diretamente para o funcionário. Acreditamos que a iniciativa irá ajudar muito as pequenas empresas e que está alinhada com os anúncios do governo”, declarou.

A Caixa Econômica Federal (CEF), através do seu presidente, Pedro Guimarães, anunciou que todas as linhas de crédito, sem excessão, serão reduzidas. Além disso, Guimarães garantiu a oferta de crédito de R$ 5 bilhões para atender as Santas Casas. “Na área de crédito imobiliário, já fizemos com que 800 mil famílias pudessem postergar por três meses o pagamento. Se a crise se intensificar, nós vamos continuar postergando”, avisou.

Nas ações que dizem respeito ao BNDES, o presidente do órgão, Gustavo Montezano, anunciou uma linha emergencial para empresas de saúde no valor de até R$ 2 bilhões. “Esta linha vai ser disponibilizada na semana que vem e já temos cerca de 30 empresas mapeadas para absorver este recurso. A grande vantagem desta linha é uma flexibilização extrema, em taxa de garantias e prazos. E, naturalmente, os recursos serão utilizados no combate ao novo coronavírus”, disse.

Estimativa

A estimativa da equipe econômica é que 1,4 milhão de empresas e 12,2 milhões de empregados sejam beneficiados pelo programa. “A gente fez questão de ter certeza que o dinheiro vai direto para o funcionário”, disse o presidente do Banco Central.

Os valores são limitados a até dois salários mínimos por funcionários. Quem ganha até R$ 2.090 receberá integralmente. Aqueles que recebem mais do que isso terão este teto, caso o empregador opte pela linha de crédito.

A taxa de juros será de 3,75% ao ano, com seis meses de carência e prazo de 36 meses para pagamento.

Fonte: Correio do Povo

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