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Gesto de amor de família de Ajuricaba leva a primeira captação de órgãos no Hospital Unimed

3 de abril de 2018

Um novo capítulo marca a história do Hospital Unimed Noroeste/RS. Mais uma história marcada pelo amor e pela solidariedade, que contribui para renovar a esperança de outras vidas. A Central de Transplantes do Rio Grande do Sul realizou neste sábado, 14, a primeira captação de órgãos no serviço próprio da Unimed. O doador do sexo masculino, de 49 anos, residente em Ajuricaba, sofreu um AVC isquêmico e estava internado desde o dia 6. Exames clínicos e de imagem realizados na quinta-feira, 12, diagnosticaram a Morte Encefálica e determinaram o início do processo de doação.

 

As últimas 48 horas foram de identificação de possíveis receptores. Os exames indicaram para a retirada de fígado e rins do doador. A equipe da Central de Transplantes chegou ao Aeroporto Municipal próximo das 12h30, formada pelo médico Juliano Martini e pelo enfermeiro Geovani Weber. O procedimento no Centro Cirúrgico do Hospital Unimed teve duração de cerca de 2 horas.

 

Segundo o médico, "os possíveis doadores existem”. Porém, a Central de Transplantes enfrenta dificuldades para identificá-los e na estrutura para que se tenha efetivamente a captação. Juliano Martini estima que no Estado 150 pessoas estão na fila para transplante de fígado e entre 600 e 700 aguardam para transplante de rins.

 

Desde o momento em que é feita a comunicação de possível doador à Central, a Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplante (Cihdott) é responsável por manter o paciente estável. A enfermeira Taíza Lorenzoni Dalla Rosa explica que o doador é mantido em aparelhos, com controle rigoroso de pressão, temperatura e demais sinais, de modo a assegurar a sua condição. Ela classifica como um “momento especial” para o Hospital Unimed Noroeste/RS.

 

A instituição estava se preparando para realizar este tipo de procedimento desde o final de 2015. O credenciamento no Sistema Nacional de Transplantes para captação de órgãos e tecidos ocorreu em setembro de 2016 e representa mais um marco pela busca constante da qualificação de seus serviços. A partir de então, a notificação de Morte Encefálica (ME) tornou-se obrigatória à Central de Transplantes do Estado, visando a identificação de possíveis doadores. Porém, a captação de órgãos e tecidos só acontece após a autorização familiar.

 

Exemplo de vida – Foi o exemplo de vida e o respeito a vontade do pai que levou a família optar pela doação. “O pai sempre foi um exemplo. A trajetória de vida dele sempre foi se doar às pessoas, na igreja, como líder comunitário, na vida política. Deus nos deu essa incrível missão”, relata o filho. Junto com a mãe e as duas irmãs, passaram a manhã na Sala de Estar do Centro Cirúrgico do Hospital Unimed na espera da equipe da Central de Transplantes. “O que está nos confortando é que um pedacinho dele vai continuar vivendo aqui na terra. Ele foi exemplo de doação. Este é o maior exemplo que vamos levar dele”, complementa emocionado.

 

A empatia foi outro sentimento que aflorou na família neste período de espera pela captação, fazendo cada um colocar-se no lugar daqueles que esperam angustiados por um órgão. “Se fosse ele que estivesse precisando, a gente é que estaria esperando”, ilustra uma das filhas. A outra filha reforça dizendo que “a gente está cumprindo essa missão em favor dele”, acrescentando que o pai sempre ensinou a esperar e acreditar. “É dolorido, mas gratificante. Dá conforto e um certo alívio”. O gesto comoveu pessoas ligadas à família. “É uma coisa maravilhosa de ver essa família, a segurança em fazer a doação”, conta uma amiga, que acompanhou a esposa e os filhos do doador nos últimos dias.

 

Fonte: Unimed Noroeste RS

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