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Funcionários do hospital em greve pedem o apoio da comunidade três-passense e regional

3 de abril de 2018

Funcionários do Hospital de Caridade de Três Passos (HCTP) deflagraram na manhã desta segunda-feira (18), uma paralisação por tempo indeterminado, em função do não pagamento das folhas salariais dos meses de outubro e novembro de 2017, além do décimo terceiro salário e licença-maternidade.

 

A decisão foi aprovada após assembleia dos funcionários, realizada na última terça-feira, dia 12. Na sexta-feira (15), a direção do hospital apresentou uma proposta aos funcionários, de quitação do salário referente ao mês de outubro, até o dia 22 de dezembro; e dos salários referentes ao mês de novembro, mais o décimo terceiro integral, até o dia 30 de dezembro. Porém, os cerca de 150 funcionários que participam do movimento grevista, rejeitaram a proposta, com apenas três votos favoráveis.

 

O técnico em enfermagem, Jose Alcione, representando o grupo de funcionários que está em greve, atendeu a reportagem da Rádio Alto Uruguai, repassando informações a respeito do movimento.

 

De acordo com ele, 50% dos funcionários seguem atuando e os demais 50% aderem à paralisação. O trabalho é feito a partir de um revezamento (escala de trabalho), para que os serviços prestados aos usuários possam ser mantidos. Segundo Jose Alcione, a categoria somente irá retornar ao trabalho normal, a partir da quitação de todos os valores em atraso.

 

Ainda em dezembro, a direção do hospital chegou a apresentar uma proposta de pagamento de um vale-alimentação de R$ 300,00, além de um vale-combustível, de R$ 100,00, aos funcionários. Segundo Jose Alcione, alguns funcionários chegaram a aceitar os valores, porém, a categoria reconhece que essa proposta não é justa com o direito de cada servidor em receber os seus salários em dia e de forma integral. “Respeitamos aqueles que aceitaram os vales, porque certamente estavam muito necessitados destes valores, devido à gravidade da situação de atraso, mas isso é inadmissível, em um país onde pagamos tantos impostos, diariamente”.

 

Jose Alcione fez um apelo a toda comunidade três-passense e regional, para que esteja ao lado dos funcionários, apoiando esta causa. “Estamos nos aproximando do final do ano, com salários atrasados e sem previsão de serem quitados. Quem vive sem o salário? Nós temos trabalhado com muito amor e responsabilidade. Mas nós somos seres humanos. Nós queremos que seja honrado o mínimo dos nossos direitos, que é o recebimento de nossos salários em dia”, afirmou.

 

Segundo ele, apesar de todas as dificuldades, os funcionários estão mantendo suas atividades, com muita responsabilidade. “Quando entra no hospital, o funcionário não pode errar. Tem de estar com a cabeça focada no trabalho, esquecendo os problemas externos, como a falta de dinheiro para pagar o aluguel, para pagar o rancho do mês, para quitar as mínimas despesas que são necessárias para se manter uma família”.

 

Sobre possíveis comentários de desaprovação quanto ao movimento que foi deflagrado nesta segunda-feira, Jose Alcione afirmou: “estamos ao lado da comunidade. Não estamos contra o hospital e nem contra a administração. Se até hoje esses funcionários seguem trabalhando nesta instituição é porque cada um ama o hospital. Se nós não amássemos a nossa casa de saúde, estaríamos longe daqui, teríamos abandonado. Mas estamos aqui lutando por nossos direitos, lutando para que possamos ser valorizados, para que tenham um olhar diferenciado para a situação que estamos vivendo”.

 

Para finalizar a entrevista, Jose Alcione ainda convidou a sociedade para que esteja próxima do movimento, entendendo seus anseios e fortalecendo as reivindicações. “Queremos convidar as pessoas da comunidade que quiserem nos ajudar, para que venham até a frente do hospital, venham conversar e interagir conosco. Nosso movimento é pacífico. Estamos aqui com o único objetivo de receber os nossos salários, que é o mínimo de direito que reivindicamos”, finalizou.

 

De sexta-feira até o final da manhã desta segunda-feira não foi realizada nenhuma nova contra-proposta por parte da direção do hospital.

 

SAMU comunica que segue com suas atividades
A equipe do SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) que também é vinculada ao Hospital de Caridade, destaca que estará com suas atividades normais ao longo do período de greve dos funcionários.

 

De acordo com Clair Carvalho, o serviço prestado pelo SAMU é relativo a casos de urgência e emergência, por isso a equipe terá de seguir atuando de forma normal.

 

Rádio Alto Uruguai

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