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FEPAM vai investigar morte de peixes no interior de São Martinho

3 de abril de 2018

Uma sequência de vídeos compartilhados ontem na rede social facebook repercutiu entre internautas da região. O usuário denunciou um suposto crime ambiental praticado no rio Mineirinho, de Linha Mineiro, interior de São Martinho.

 

Segundo a publicação do perfil de Adair Dill, o rio foi contaminado e houve a morte de peixes. O homem também relata nos vídeos que não é a primeira vez que ocorre a mortandade de peixes no rio. Ainda segundo a publicação, o crime teria acontecido na última terça-feira, dia 13. 

 

As imagens foram registradas na cachoeira que fica na chácara que Adair é proprietário. Ele reside em Santa Rosa e foi informado por vizinhos sobre a morte dos peixes. Adair conta que o rio exala um cheiro forte e adquiriu uma coloração escura. 

 

Os vídeos foram registrados neste fim de semana. Uma das publicações, até a manhã de hoje, contava com 355 compartilhamentos e 250 curtidas. 

 

FEPAM vai realizar levantamento hoje à tarde

 

A Fundação Estadual de Proteção Ambiental (FEPAM), em Santa Rosa, recebeu a denúncia ontem à noite, às 23h. Segundo a coordenadora da Secretaria de Meio Ambiente (SEMA) e gerente da FEPAM, Elenir Dahner Linauer, hoje à tarde os técnicos da fundação vão a São Martinho realizar um estudo no local do suposto crime ambiental.

 

Hoje pela manhã o órgão realizou um levantamento de documentos, sobre licenças obtidas na região. Elenir lamenta que o fato não tenha sido denunciado antes, pois segundo as informações denunciadas, o crime teria sido cometido na última terça-feira.

 

A FEPAM disponibiliza para denúncias o site e os telefones 0800 031 2146 ou (51) 99982-7840. A partir do levantamento será possível apontar a causa da morte dos peixes e responsabilizar eventuais culpados. 

 

Polícia Civil não foi procurada

 

A Polícia Civil de São Martinho também poderia ter sido acionada. A inspetora local informou à nossa reportagem que nenhuma denúncia foi registrada. A partir da denúncia os policiais podem requisitar uma perícia junto ao Instituto Geral de Perícias (IGP).

 

Há alguns anos, segundo a Polícia Civil, também foi registrado um crime ambiental no mesmo rio da localidade. Na época foi constatado que houve o depósito de esterco no rio, porém não foi possível identificar a autoria do crime ambiental. A inspetora não soube precisar a data que o primeiro crime ocorreu. 

 

*Rádio Alto Uruguai

*Fotos: Reprodução/Facebook

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