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ExpoAgro Cotricampo debateu projeto de lei sobre etanol no RS

Município de Campo Novo batalha para ver implantada uma biorrefinaria, em projeto de abrangência regional

14 de fevereiro de 2020
Debate reuniu lideranças políticas, acadêmicas e cooperativistas (Foto: Rádio Alto Uruguai)

O projeto de lei que quer tornar o Rio Grande do Sul autossuficiente na produção de etanol foi debatido nesta quinta-feira (13/02) em Campo Novo, no primeiro dia da Expoagro Cotricampo. A expectativa é que a proposta, apresentada ao governador Eduardo Leite em novembro do ano passado, esteja pronta para ser votada pelos deputados gaúchos ainda em março. O assunto reuniu especialistas, produtores e lideranças políticas, presentes ao primeiro Seminário Estadual Pró-Etanol RS.

O coordenador do Proetanol/RS e engenheiro agrônomo da Emater/RS-Ascar, Valdir Zonin, destaca incentivos oferecidos às usinas que aderirem à ideia. “Se o projeto for votado e aprovado, teremos aí uma redução de 30 % de ICMS às indústrias que hoje iriam fabricar etanol. Com a lei aprovada, este percentual baixa em torno de 15% viabilizando as indústrias e tornando o nosso futuro etanol gaúcho competitivo em relação ao etanol que hoje vem de São Paulo, Paraná e Mato Grosso”, disse Zonin.

Segundo ele, há oito empreendedores interessados em produzir etanol, nos municípios de Campo Novo, Camaquã, Carazinho, Palmeira das Missões, Cruz Alta, Santiago, Viadutos e Porto Xavier. Contudo, para suprir o déficit de 1,5 bilhão de litro ano, seriam necessárias 15 biorrefinarias de etanol.

A matéria-prima mais visada na produção do etanol gaúcho são os cereais. O Estado teria área disponível para isso. “Temos mais de sete milhões de hectares cultivados, incluindo culturas de verão, e pouco mais de um milhão cultivado com cereais de inverno”, informou o gerente da Emater/RS-Ascar da região de Ijuí, Carlos Turra.

“Sob o ponto de vista ambiental é fantástico ampliarmos a nossa área de cultivo do Estado”, disse o pesquisador da Embrapa Trigo Jorge Lemanski. “Mais cultivares e mais intensificação do uso da terra reduzem o risco de quebra de safra, porque melhoram a estrutura de solo, então é saudável para a economia do Estado e para o ambiente, gera trabalho e renda”, concluiu Lemanski.

Na Assembleia Legislativa, o projeto de lei estará aos cuidados do presidente da Frente Parlamentar do Etanol, deputado estadual Elton Weber, também presente ao encontro, em Campo Novo. Para além da autossuficiência de etanol no Rio Grande do Sul, a aprovação da legislação estadual poderia viabilizar outras três fases, almejadas pelos criadores do projeto: diminuição do preço na bomba; produção de bioqueresone para aviação; e exportação para a Europa.

“Temos mercado garantido no Rio Grande do Sul para, pelo menos, 60 biorrefinarias de etanol de amido”, concluiu o coordenador do Proetanol/RS, Valdir Zonin.

Fonte: Assessoria de Comunicação (Emater-RS/Ascar)

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