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Estado não atende recurso da regional Palmeira das Missões, que segue em bandeira vermelha

Seis municípios da Amuceleiro terão de novamente cumprir protocolos da bandeira vermelha, até o dia 3 de agosto: Barra do Guarita, Esperança do Sul, Miraguaí, Redentora, Tenente Portela e Três Passos

27 de julho de 2020
Mapa definitivo de bandeiras, que estará vigorando no período de 28 de julho até 3 de agosto (Fonte: Governo do Estado do RS)

Apesar de melhora nos números e de um índice final que ficou em 1,64, um pouco acima do ponto de corte, o governo do Estado não atendeu ao recurso apresentado pela Regional de Palmeira das Missões no plano de distanciamento controlado. O pedido de reconsideração foi apresentado em conjunto, entre Amuceleiro e Amzop. Porém, a decisão final do Estado foi manter a regional, composta por 52 município, sob o protocolo da bandeira vermelha.

O resultado gera uma grande inconformidade entre as lideranças da região e toda comunidade, já que o índice apresentado pela regional de Palmeira das Missões é menor do que o índice final de regiões como Santa Cruz do Sul (1,76), Santa Rosa (1,78), Bagé (1,81) e Pelotas (1,91). Entretanto, todas essas outras regionais ficaram sob a bandeira laranja no resultado final.

Na semana anterior, a regional de Palmeira das Missões ficou com índice 1,91. Nesta última atualização, o índice caiu para 1,64, mas, mesmo assim não foi suficiente.

Resta claro que a baixa estrutura hospitalar da região, especialmente em termos de leitos de UTI para Covid, está pesando na decisão do comitê que avalia os números.

RS permanece com oito regiões em vermelho no mapa definitivo da 12ª rodada do Distanciamento Controlado

O governo do Estado decidiu acatar o pedido de reconsideração de Bagé e Pelotas, cujo recurso foi encaminhado pelo município para toda a região, e das associações regionais de Cruz Alta, Santa Cruz do Sul, Santa Rosa e Santo Ângelo.

Um dos indicadores que ajudou todas essas regiões a se manterem na bandeira laranja foi a disponibilidade de leitos de UTI para atender pacientes com Covid-19 em todo o Estado, por conta da ampliação que o governo está promovendo em parceria com municípios, hospitais e Ministério da Saúde. Desde o início da pandemia, já foram habilitados 697 leitos – ampliação de 74,7%, totalizando 1.630 leitos UTI adulto SUS.

Graças à maior oferta de leitos, mesmo com o aumento do contágio da doença, o RS passou de 547 leitos livres na semana anterior para 566. “Essa melhoria pesou positivamente no cálculo de risco de todas as regiões, além de indicadores específicos de cada uma que também melhoraram”, explicou o governador (veja ao final a explicação dos recursos deferidos).

O Gabinete de Crise indeferiu os recursos apresentados pelas regiões de Caxias do Sul, Novo Hamburgo, Palmeira das Missões e Passo Fundo, que permanecem em bandeira vermelha, por terem apresentado alto nível de ocupação dos leitos e de propagação do vírus.

Assim, se juntam a Capão da Canoa, Taquara, Canoas e Porto Alegre, que já estavam em vermelho, e seus representantes não apresentaram pedido de reconsideração.
Regra 0-0
Depois da análise de recursos, o Estado ficou com 252 municípios sob bandeira vermelha, o que corresponde a 63,6% da população gaúcha (7.199.739 habitantes). Desse total, 119 municípios não tiveram registro de hospitalização e óbito por Covid-19 de morador nos 14 dias anteriores ao levantamento – equivalente a 5% da população gaúcha (565.025 habitantes).

As prefeituras dessas cidades se adequam à chamada Regra 0-0 e podem, portanto, adotar protocolos previstos na bandeira laranja por meio de regulamento próprio. Basta que mantenham atualizados os registros nos sistemas oficiais e adotem, por meio de decreto, regulamento próprio, com protocolos para as atividades previstas na bandeira laranja.

RECURSOS DEFERIDOS

REGIÕES (6)

Classificadas previamente em vermelho, as seguintes regiões que permanecerão na laranja pelos seguintes motivos:

• Bagé (pedido municipal para a região): diante da relativa estabilidade em relação aos leitos, da baixa ocupação hospitalar e da boa capacidade do sistema de assistência hospitalar, pela abertura de leitos na região desde o início da pandemia, o governo aceitou o pedido e manteve a região em bandeira laranja.

• Cruz Alta: embora tenha tido piora de três indicadores regionais, foi beneficiada redução da média ponderada pelos indicadores macrorregionais da região Missioneira e do Estado. A capacidade do sistema da região e da macrorregião demonstra relativa estabilidade na capacidade de assistência, com taxas de ocupação controladas. Há, ainda, 2,88 leitos livres por leito ocupado. Vale o alerta: somente nesta segunda (27), foram registrados mais 10 casos e um óbito no município de Cruz Alta, o mais populoso da região.

• Pelotas (pedido municipal para a região): diante da relativa estabilidade em relação aos leitos e à capacidade do sistema de assistência hospitalar, da baixa ocupação hospitalar e da boa capacidade de atendimento, o Gabinete de Crise acatou o pedido e manteve a região em bandeira laranja.

• Santa Cruz do Sul: o governo considerou a estabilidade em relação à capacidade do sistema de assistência hospitalar, da baixa ocupação de leitos e da boa capacidade de atendimento e acatou o pedido, mantendo a região em bandeira laranja.

• Santa Rosa: a região se encontra em situação de relativo conforto em relação à ocupação de leitos na região de Santa Rosa e na macrorregião Missioneira. A condição de capacidade do sistema da região e da macrorregião demonstra relativa estabilidade na capacidade de assistência. Mesmo tendo havido diminuição da relação do número de leitos livres por ocupados na região Missioneira ao longo do tempo – no final de junho eram 7,29 leitos livres por ocupados –, ainda há uma situação confortável com 2,88 leitos livres por ocupados.

• Santo Ângelo: o pedido foi acatado devido à melhoria aparente na região, com manutenção do número de leitos livres, redução do número de confirmados em UTI, número de leitos livres para ocupados ainda em níveis adequados de segurança, número de confirmados em UTI com crescimento pequeno em sete dias na macrorregião e estabilidade no indicador de ativos versus recuperados. A região também tem recebido pacientes de outras macrorregiões, o que auxilia o enfrentamento da epidemia no Estado.

MUNICÍPIOS (4)

• Morro Reuter (região de Novo Hamburgo): contaminação nosocomial (infecção foi adquirida no hospital)

• Arambaré (região de Porto Alegre): registro incorreto de óbito

• São Lourenço do Sul (região de Pelotas): registro incorreto de residência em hospitalização e óbito e contaminação nosocomial (infecção adquirida no hospital) em óbito

• Coronel Bicaco (região de Palmeira das Missões): registro incorreto de hospitalização

RECURSOS INDEFERIDOS

Regiões (4)

As seguintes regiões ficarão em bandeira vermelha:
• Caxias do Sul
• Novo Hamburgo
• Palmeira das Missões
• Passo Fundo

Fonte: Rádio Alto Uruguai

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