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Entidades empresariais de Três Passos querem mudanças em regras da bandeira preta

Cacis, Sindilojas Celeiro e CDL divulgaram uma nota à comunidade e autoridades. Entidades em nível estadual entregaram pedido ao governador Eduardo Leite

5 de março de 2021
Centro empresarial, sede de Cacis e Sindilojas Celeiro, em Três Passos (Foto: Arquivo)

As entidades empresariais sediadas em Três Passos: Cacis, Sindilojas Celeiro e CDL, estão apoiando a iniciativa das entidades empresariais em nível estadual, que pedem alterações nos protocolos da bandeira preta, especialmente para que as empresas hoje consideradas não essenciais, possam voltar a funcionar, mesmo que com restrições.

As três entidades divulgaram uma carta aberta à comunidade, assinada pelo presidente da Cacis, Aldir Mauro Huber, pelo presidente do Sindilojas Celeiro, Antonio Afonso Granich, e pelo presidente da CDL, Paulo Cesar Bohn.

O texto, “Somos todos essenciais” demonstra a insatisfação dos setores empresariais com as regras adotadas, principalmente pelo fato de que, segundo o setor, não são as empresas que ajudam a proliferar a propagação do vírus.

Entidades empresariais apresentaram ao governador, pedido de mudanças na bandeira preta
As principais entidades empresariais do RS, como Federasul, Fecomércio e Fiergs, formalizaram na tarde de quinta-feira (04) ao governo do Estado, pedido de alteração das regras da bandeira preta ou a suspensão dos prazos do pagamento do ICMS – Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços.

Em documento entregue ao governador Eduardo Leite, as entidades solicitaram o “aperfeiçoamento” das restrições ao comércio varejista e atacadista não essencial. As entidades pedem o atendimento presencial restrito e a possibilidade de drive-thru, seguindo os protocolos dos negócios considerados essenciais.

Caso o Estado não considere possível atender aos pedidos, as entidades solicitam que “sejam suspensos os prazos de pagamento do ICMS dos estabelecimentos comerciais varejistas e atacadistas de itens considerados não essenciais, bem como de serviços não essenciais, durante a vigência da bandeira preta, tendo em vista a restrição de suas atividades”.

O presidente da Federasul, Anderson Cardoso, alega que os estabelecimentos não são vetores de transmissão do vírus: “o momento da pandemia é grave, temos ciência disso. Mas pedimos ajuste na bandeira preta de modo a permitir que o comércio tido como não essencial possa abrir com restrições, respeitando os mesmos protocolos daqueles considerados essenciais”.

Opinião semelhante tem o presidente da Fecomércio-RS, Luiz Carlos Bohn: “estamos em situação crítica na área da saúde, mas insistimos na abertura (do comércio) porque não piorará o quadro. As empresas não suportarão e o custo-benefício será o pior possível”, aponta, sugerindo que as empresas possam atuar, mesmo com a limitação.

O dirigente ressalta que a restrição também gera desequilíbrio concorrencial. Isso porque parte do varejo essencial, caso de supermercados e lojas de material de construção, vende produtos encontrados em estabelecimentos considerados não essenciais que hoje estarão fechados. Na avaliação de Bohn, a situação prejudica principalmente os pequenos empreendimentos.

DOCUMENTO DIVULGADO PELAS ENTIDADES DE TRÊS PASSOS:

Diante da confirmação da continuidade da Bandeira Preta e a suspensão do modelo de cogestão na próxima semana pelo Governo Estadual, as Entidades CACIS, CDL e o Sindilojas Celeiro manifestam-se contra esta decisão do Governador.

SOMOS TODOS ESSENCIAIS
Sim, somos todos essenciais para o Estado, através de geração dos impostos que pagamos. Sim, somos todos essenciais para a nossa cidade, através da geração de impostos, emprego e renda.

Sim, somos todos essenciais para nossos funcionários e suas famílias, que dependem de sua renda para o pagamento de seu alimento, saúde e educação. Sim, somos todos essenciais, independente do nosso tamanho, número de
funcionários, do vendemos, produzimos ou do serviço que prestamos.

Se não tem renda, não tem consumo. Se não tem consumo não tem empresa. Se não tem empresa, não tem emprego – e assim o caos será instalado e ainda haverá a circulação do vírus, pois as aglomerações, principais fontes de propagação, não foram impedidas com vigor.

Estamos, desde o início de Pandemias, há um ano, cumprindo rigorosamente as regras dos protocolos sanitários sem nenhum registro de surto descontrolado dentro de nossas empresas. As pessoas precisam ser disciplinadas. Essa é a única solução enquanto aguardamos a imunização. Distanciamento social, máscara, lavagem de mão e álcool em gel, continuam sendo indispensáveis.

As Entidades não são contra os protocolos de saúde, entendemos o grave momento que estamos passando, mas não concordamos com as medidas que penalizam quem cumpre as leis e as regras, dividindo empresas em essenciais e não essenciais.

Estamos correndo um sério e eminente risco: o fechamento de empresas e o desemprego, sem que isso se resolva o problema do contágio. Lembrem-se: essas empresas são responsáveis por alimentar milhares de famílias que, hoje, dependem delas para sobreviver.

Pedimos encarecidamente que as autoridades envolvidas nas decisões referente às Bandeiras e Protocolos flexibilizem as regras e que permitam mesmo em Bandeira Preta, que as empresas do comércio e serviços possam adotar as mesmas regras, com controle de público e distanciamento. Que ao menos possam, com um mínimo de contato com clientes, fazer cobrança de carnês e entregas de mercadorias.

POR FAVOR. SOMOS TODOS ESSENCIAIS.

Ressaltamos a necessidade da obediência às medidas de controle, aos protocolos de higiene, uso de máscara e distanciamento social. É de fundamental importância, principalmente, a real conscientização da comunidade para a não aglomeração em qualquer nível, começando pelas festas de família, grupos de amigos e mesmo a proximidade física entre duas pessoas.

Aldir Mauro Huber
Presidente da CACIS

Antônio Afonso Granich
Presidente do Sindilojas Celeiro

Paulo Cesar Bohn
Presidente da CDL

Fonte: Rádio Alto Uruguai

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