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Emater/RS-Ascar apresenta orientações a partir da análise do solo em Nova Candelária

Levantamento sobre as condições químicas e características do solo contou com 139 análises em propriedades de 122 produtores

11 de dezembro de 2020
(Foto: Divulgação/Emater/RS-Ascar)

Com a consciência de que o solo é o maior patrimônio dos produtores rurais, sendo fundamental uma série de cuidados para que responda às tecnologias aplicadas na produção agropecuária, o escritório da Emater/RS-Ascar de Nova Candelária, realizou um levantamento sobre as condições químicas e características do solo do município, com a realização de 139 análises em propriedades pertencentes a 122 produtores.

Diante disso, é possível ter um melhor embasamento para decisões sobre práticas que permitam uma maior produtividade e rentabilidade da produção agropecuária, com o uso adequado e sustentável do solo. O extensionista da Emater/RS-Ascar Elir Paulo Pasquetti destaca que o estudo possibilitou identificar os principais indicadores destes solos, “que servem para orientar os agricultores no manejo e na fertilidade das lavouras, visando sua conservação e maiores produtividades”.

Entre os indicadores analisados está a textura dos solos, que detecta os teores de argila em sua composição. O levantamento apontou que 24% dos solos pesquisados pertence à classe 1 (mais de 60% de argila); 33% enquadram-se na classe 2 (41 a 60%); e 42% das análises pertencem à classe 3 (21 a 40%). Apenas 1% pertencem a classe 4 (menor ou igual a 20%). “Quanto menor for o teor de argila dos solos, menor é a sua capacidade de retenção de água e umidade, o que afeta a disponibilidade para as plantas. Portanto, quanto menos argila, menor é a resistência às secas”, explica Pasquetti.

Um dado preocupante identificado no estudo são os níveis de acidez do solo. Isso porque 77% das análises apontaram pH nas faixas muito baixo e baixo, indicando a necessidade de correção da acidez. “Estas condições de pH são limitantes da produtividade das culturas e pastagens, uma vez que nutrientes como nitrogênio, fósforo e potássio não são absorvidos adequadamente, ocasionando assim baixas produtividades”, explica o técnico da Emater/RS-Ascar.

A correção da acidez é feita com a aplicação de calcário, nas doses e forma de aplicação recomendada por profissionais da área. Com relação aos níveis de Fósforo (P) e de Potássio (K) identificados, é apontada a necessidade de atenção especial ao fósforo.

Em torno de 56% das análises realizadas apontaram teores baixo ou muito baixo do elemento. “Isso indica que, juntamente com a acidez do solo, são os dois fatores responsáveis pelas baixas produtividades”, observa o chefe do escritório municipal da Emater/RS-Ascar. Por outro lado, os níveis mais altos de fósforo são verificados com maior frequência nas propriedades onde são aplicados maiores volumes de dejetos de suínos.

Os teores de Potássio se encontram em níveis melhores. Apenas 6% são considerados muito baixos e 22% baixos. Os níveis muito baixos e baixos são consequência de longos períodos de produção de pastagens anuais e milho silagem nas mesmas áreas, reduzindo assim sua disponibilidade.

Pasquetti reitera que estas informações são importantes para qualificar o manejo da fertilidade dos solos pelos produtores e também para a formulação de políticas públicas de apoio aos agricultores. Exemplo disso é o Programa Municipal de Correção do Solo, implementado há dois anos pela Administração Municipal, através da Secretaria Municipal da Agricultura. Em 2020 o Programa beneficiou 101 agricultores com subsídio de 1.485,4 toneladas de calcário, em um valor total de R$ 89.643,89.

Outra política local é o Programa Municipal de Conservação de Solo, com a demarcação de terraços pela Emater/RS-Ascar e construção pela Secretaria Municipal de Obras.

Fonte: Emater/RS-Ascar

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