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Emater prevê aumento de 20% no cultivo do trigo

Primeira estimativa da safra das culturas de inverno 2020 foi divulgada nesta terça-feira com base em levantamento feito em 286 municípios gaúchos

17 de junho de 2020
(Foto: Arquivo/Vanessa Almeida de Moraes/Emater)

O cultivo de trigo no Rio Grande do Sul deve crescer 20,34%, de 760,9 mil hectares no ano passado para 915,7 mil neste, segundo a 1ª Estimativa da Safra das Culturas de Inverno 2020, divulgada nesta terça-feira (16) pela Emater/RS-Ascar. A projeção confirma previsões de entidades ligadas ao agronegócio, como a Fecoagro. O último ano em que a plantação superou esta extensão no estado foi 2014. A retomada da cultura é explicada pelo atual patamar de preços do trigo e a necessidade de o produtor obter renda no inverno, depois de a seca ter minguado os ganhos no verão.

O levantamento referente ao trigo foi feito em 286 municípios. Nas 12 regionais da Emater, mesmo naquelas onde o grão não é muito cultivado, estima-se crescimento de área. Na região de Bagé, por exemplo, o trigo deve ser semeado em 79,1 mil hectares, uma variação de 65,6% em relação aos 47,8 mil hectares plantadas em 2019. Em zonas onde este cultivo já faz parte de um sistema de produção, como em Ijuí, Santa Rosa e Frederico Westphalen, a área também terá uma evolução importante. Em Ijuí passará dos 216,7 mil hectares para 261 mil hectares.

Apesar do aumento da área, as projeções são conservadoras em relação à produção e produtividade. De acordo com as estimativas, os gaúchos irão colher 2,18 milhões de toneladas, alcançando um rendimento de 2.391 quilos por hectare. Em 2019, foram produzidas 2,28 milhões de toneladas, com uma produtividade de 3 mil quilos por hectare. O diretor técnico da Emater, Alencar Rugeri, ressalva, no entanto, que “a tendência de produtividade é um ponto de partida, apenas uma referência”.

Rugeri calcula que cerca da metade dos triticultores farão a safra de olho nos preços – o saco era vendido a R$ 52,45 na semana passada, valor bem superior à média histórica, de R$ 41,20. Mas acredita que outra metade aposta na cultura entendendo a importância de consolidar um sistema de produção. O volume somado das colheitas de culturas de inverno – trigo, aveia branca, canola e cevada – deve chegar a 2,96 milhões de toneladas de grãos no Rio Grande do Sul, de acordo com a estimativa. No ano passado, a produção obtida foi de 3,12 milhões de toneladas.

Atrás do trigo, aparece a aveia branca (grãos), com projeção de produzir 634,9 mil toneladas. O cultivo será feito em uma área de 309,4 mil hectares, 6,3% maior que a do ano passado. A cevada terá retração de 14,45% na área, passando de 47,5 mil hectares no ano passado para 40,7 mil no ciclo atual, e gerará 101,7 mil toneladas. Já a canola terá um aumento de 6,55% de área, passando de 32,3 mil hectares para 34,4 mil hectares neste ano, com uma produção estimada em 42,8 mil toneladas.

Boa perspectiva para o inverno

Ao contrário do que aconteceu no verão, no inverno as chuvas ocorrerão dentro do padrão de normalidade e desenham boas perspectivas para as culturas da estação. A informação foi dada pelo meteorologista da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr), Flávio Varone, durante a coletiva on-line de imprensa realizada nesta terça-feira (16) pela Emater.

Varone explicou que, ao longo do inverno, passagens de frentes frias favorecerão a ocorrência de chuvas na maior parte do Estado. Quanto às temperaturas médias, tenderão a ser superiores à média climatológica em junho, normais em julho e inferiores à média em agosto.

Para a primavera, Varone disse que não está descartado um possível evento La Niña, mas de fraca intensidade, podendo provocar um período seco em outubro e noites e madrugadas frias até meados de novembro. As temperaturas médias tendem a ser superiores à normal climatológica do período.

Fonte: Correio do Povo

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