Contato Whatsapp:
Contato Whatsapp:
Clima

Humaitá-RS

Clima

São Martinho-RS

Clima

Três Passos-RS

Clima

Crissiumal-RS

Emater foi destaque na ExpoAgro Cotricampo com alternativas para agricultura familiar

3 de abril de 2018

Horticultura é destaque no espaço da Emater/RS-Ascar
Com o tema “Alimentando o Rio Grande”, a Emater/RS-Ascar mostra na Expoagro Cotricampo (22 a 24/02), o potencial da região Celeiro para a produção de hortaliças. “Queremos mostrar neste espaço a grande capacidade que temos de produzir alimentos e isso nos leva ao slogan passar fome não é racional”, disse o engenheiro agrônomo Gilberto Bortolini.

 

Na horta construída pela Emater/RS-Ascar na Expoagro, foram priorizadas as hortaliças de verão, cultivadas com irrigação por gotejamento. Além das folhosas, como a alface, dos tubérculos, como a cenoura, e dos temperos, como a salsa e a cebolinha verde, o tomate está em evidência.

 

Muito usado na culinária gaúcha, o tomate, de acordo com Bortolini, oferece desafios, relacionados ao calor e a doenças. “Estamos demonstrando aqui que, utilizando técnicas como tela de sombreamento para reduzir a temperatura, irrigação por gotejamento e atenção a pragas e doenças, sim, é possível produzir esta cultura”, demonstrou o engenheiro agrônomo da Emater/RS-Ascar.

 

É necessário conhecer as variedades. “Dentre as cultivares, temos o tomate conduzido de modo rasteiro, que se desenvolve no chão, em uma época mais concentrada. Temos também o tomate com ciclo mais curto e o tomate de ciclo indeterminado, que vai crescendo, florescendo, frutificando e se nós cuidarmos bem pode produzir durante um ano, 14 meses, 18 meses, 20 meses. Então, queremos mostrar que têm variedades diferentes que podem se adaptar às necessidades do produtor e até das pessoas que moram na cidade”, disse Bortolini.

 

Emater/RS-Ascar mostra potencial da abelha nativa sem ferrão durante Expoagro Cotricampo
Desconhecidas do grande público, cinco espécies de abelhas sem ferrão catalogadas no Rio Grande do Sul trabalharam sem problemas durante a Expoagro Cotricampo (22 a 24/02), em Campo Novo. A novidade atraiu o público até o espaço da Emater/RS-Ascar, onde foram colocadas as caixas. “Trouxemos a Mandaguari, abelhinha que trabalha muito; a Mirim, também chamada de mirim preguiça porque começa a trabalhar às 10 horas; a Mandaçaia; a Jataí; e a Manduri, que é nativa do Rio Grande do Sul, muito mansa, produz muito mel”, explicou o engenheiro agrônomo da Emater/RS-Ascar, Antônio Altíssimo. “É novidade, as pessoas gostam de observar o trabalho dessas espécies”, disse ele.
Mercado

 

A escassez e o poder medicinal e alimentício do mel da abelha sem ferrão melhoram o valor de mercado. “Este mel vale de quatro até seis vezes mais que o da abelha com ferrão”, comparou Altíssimo.

 

Produtores das regiões Norte e Nordeste do Brasil estão na dianteira desse segmento. Contudo, existe um potencial muito grande de negócios no sul do país para produtores de mel e de enxames de abelha sem ferrão.

 

Investimento
Pelos cálculos da Emater/RS-Ascar, investir na meliponicultura tem um custo “muito baixo”, implica em capturar um enxame nativo e fazer uma caixinha com madeira para acomodar as abelhas. A caixa pode ser feita com madeira encontrada na propriedade. A sofisticação fica por conta da informação técnica, necessária no momento de capturar o enxame e construir a caixa. Dentre as caixas existentes no mercado, a Emater/RS-Ascar tem divulgado algumas desenvolvidas pela Embrapa Amazônia.

 

RS e Brasil
No Rio Grande do Sul existem 24 espécies de abelha sem ferrão catalogadas. No Brasil, são conhecidas 380 espécies, sendo a maior parte, concentrada no Norte e Nordeste do país.

 

Meliponicultura e apicultura: diferenças
Meliponicultura e apicultura não são sinônimos. O engenheiro agrônomo da Emater/RS-Ascar explica a diferença entre uma e outra atividade. “Meliponicultura tem origem no gênero Meliponini, do qual fazem parte abelhas sem ferrão. Na verdade, elas têm ferrão atrofiado no abdômen, mas como não picam, não ferroam, dizemos que são sem ferrão. Elas não agridem, elas se defendem, nós é que a agredimos. A apicultura vem da abelha Apis, que são seis espécies no mundo que têm ferrão. Basicamente a diferença é esta, a que não tem ferrão são os Meliponíneos e as que têm ferrão são as Apis”.

 

Hobby
Na cidade onde mora, Altíssimo mantém em casa 18 enxames de sete espécies de abelhas sem ferrão. No ambiente urbano, segundo ele, a abelha sem ferrão não agride ninguém. “A abelha no espaço urbano está sendo mais um pet, um entretenimento, um hobby da família”, disse Altíssimo.
Benefício

 

Além da diversificação da renda do produtor rural e dos benefícios à saúde, o engenheiro agrônomo da Emater/RS-Ascar destaca outra dimensão importante da meliponicultura. “O benefício maior é a polinização das plantas, de hortícolas, frutíferas e mata nativa. Hoje se diz que a Amazônia só está daquele tamanho porque lá existem mais de 200 espécies de abelha sem ferrão que polinizam as árvores. A castanha do Pará, por exemplo, só produz porque é polinizada por abelhas, então a contribuição é muito grande. Isso ajuda a entender porque os indígenas na era pré-jesuítica se curavam de tantos males”, resumiu Antônio Altíssimo.

 

Emater/RS-Ascar e Cotricampo doam alimentos da horta da Expoagro para APAE e hospital
Instituições socioassistenciais de Campo Novo irão receber os alimentos produzidos pela Emater/RS-Ascar na 3ª Expoagro Cotricampo. Na sexta-feira (23/02), as primeiras cestas colhidas da horta foram entregues à Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) e Associação Hospitalar de Caridade de Campo Novo.

 

As cestas foram entregues pelo presidente da Emater/RS, Clair Kuhn, e pelo secretário estadual de Desenvolvimento Rural, Pesca e Cooperativismo (SDR), Tarcísio Minetto. Acompanharam o ato, o presidente da Cotricampo, Gelson Bridi, prefeito de Campo Novo, Antônio Sartori, deputados estaduais Zilá Breitenbach, Aloísio Classmann e Catarina Paladini, presidente da Ocergs – Sescoop/RS, Vergílio Perius, além de lideranças políticas e representantes de instituições financeiras.

 

Receberam a cesta, representando a Apae, Vera Rossi e Patrícia Stankoski, e a Associação Hospitalar de Caridade de Campo Novo, Oberdan Rodrigues, Marjana Martins e Laiana Batista.

 

Rádio Alto Uruguai – com informações da Emater

A melhor programaçãoonline

Selecione a rádio
Copyright 2021 ® - Todos os direitos reservados