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“Ele não tem condições psicológicas e nem psiquiátricas para ser pai”, afirma MP sobre Leandro Boldrini

Nos debates orais, MP destaca provas em relação a Leandro Boldrini e Evandro Wirganovicz.

14 de março de 2019
Nas quatro horas em que o MP utilizou da palavra, tentou apresentar o máximo de provas. (Foto: Reprodução/TJ RS)

No dia mais longo do julgamento do Caso Bernardo ocorreu o término das oitivas dos réus e início dos debates orais. Três réus foram ouvidos nesta quinta-feira, quarto dia de julgamento: Graciele Ugulini, Evandro e Edelvânia Wirganovicz. A sustentação do Ministério Público (MP) iniciou às 15h28min e encerrou às 19h28min. Nas quatro horas em que o MP utilizou da palavra, tentou de todas as formas apresentar o máximo de provas, indícios, informações, áudios e vídeos que constam no processo. Destaque na manifestação do MP para as provas apresentadas, principalmente, em relação a Leandro Boldrini e Evandro Wirganovicz, já que recaíam dúvidas sobre a força do conjunto probatório quanto a esses dois réus.

Os três promotores de Justiça se utilizaram da palavra, iniciando por Bruno Bonamente, seguido pela promotora Silvia Jappe e, por último, Ederson Vieira. Após houve intervalo de aproximadamente 30 minutos. A retomada ocorreu por volta das 20h com as manifestações das defesas, também de quatro horas, porém divididas entre os réus: uma hora para a defesa de cada um. Os períodos reservados para réplica e tréplica serão a partir da manhã desta sexta-feira, às 9h.

Durante a apresentação do Ministério Público, o ponto de maior destaque foi no momento em foram apresentadas fotos da cova e do corpo do menino quando encontrado no dia 14 de abril de 2014. Devido às imagens fortes, o réu Leandro Boldrini pediu para se retirar do salão do júri. O promotor Ederson Vieira afirmou: “estamos falando de um médico e de uma enfermeira. Eles não precisam de uma arma para matar alguém. Eles matam com medicamentos”.

Com relação ao Evandro, o MP fez questão de buscar áudios de interceptações telefônicas que sustentam que ele entra em contradição quando disse que esteve no local, próximo à cova onde Bernardo foi enterrado durante suas férias para pescar. A empresa em que ele trabalhava juntou aos autos uma manifestação que as férias de Evandro haviam sido no mês de fevereiro e não em abril, que foi o mês em que aconteceram os fatos em 2014.

Com relação a Boldrini, foram demonstradas diversas relações de ligações telefônicas quando Leandro soube do desaparecimento do menino Bernardo. Os promotores sustentaram de forma incisiva que o médico arquitetou e depois tentou de alguma forma criar os álibis para que não fosse envolvido neste caso. “Ele não tem condições psicológicas e nem psiquiátricas para ser pai”, afirmou o promotor em relação a Leandro Boldrini, de acordo com laudo psiquiátrico juntado aos autos.

Fonte: Rádio Alto Uruguai

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