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Eduardo Leite assume o governo gaúcho pedindo foco na inovação e em “consensos estratégicos”

Tucano destacou necessidade de se adaptar a alterações na sociedade que envolvem do sistema político à introdução de novas tecnologias

1 de janeiro de 2019
Eduardo Leite é o mais novo governador eleito no país (Foto: Karine Vieira/Palácio Piratini)

No Rio Grande do Sul, o governador Eduardo Leite (PSDB) foi empossado para ocupar o Palácio Piratini pelos próximos quatro anos em cerimônia na Assembleia Legislativa do estado. Também foi oficializado o vice da chapa, Ranolfo Vieira Júnior (PTB).

O tucano derrotou no 2ª turno com 53,6% dos votos José Ivo Sartori (PMDB), que concorria à reeleição. Leite é o governador mais jovem eleito na disputa de outubro e um dos nomes do três nomes do PSDB bem-sucedidos nos embates para administrações estaduais, juntamente com João Dória, em São Paulo, e Reinaldo Azambuja, em Mato Grosso do Sul.

O novo titular do Palácio Piratini destacou a necessidade de se adaptar a alterações na sociedade que envolvem do sistema político à introdução de novas tecnologias. “Estamos vivendo uma mudança de eras na economia, na política, nos valores, nos modelos e nas relações sociais. Esse tempo novo precisa de novos olhares, mais contemporâneos, construtores da inovação como ferramenta da gestão pública que construa novas convergências”, defendeu.

A nova gestão responderá a esses desafios governando “online e on time”, tirando o gabinete do Palácio e incorporando novas formas de gestão pública. Defendeu abertura e interlocução constante com os demais poderes do estado.

Leite destacou a necessidade de qualificar a educação como forma de transição entre o mundo analógico e os desafios dos novos tempos e que deve reduzir burocracia e destravar a inovação e a competitividade do setor produtivo do estado. Segundo o tucano, a socialdemocracia ancorada nos princípios de livre mercado e da proteção social “não está morta”.

Finanças

O mandatário comentou que a nova gestão deve construir “consensos estratégicos” que valorizem as ideias em comum que permitam fazer o estado crescer e estender isso a todos a população. Essas ações devem considerar soluções para a crise fiscal do estado, aprofundada nos últimos anos. “O Rio Grande do Sul apresenta indicadores de dívida consolidada e despesas com pessoal acima dos limites da Lei de Responsabilidade Fiscal”, citou.

O novo governador mencionou as obrigações em atraso tanto com servidores públicos como para fornecedores. A estimativa é que o deficit em 2019 seja de R$ 4 bilhões. E informou que o deficit no sistema previdenciário do estado estaria na casa dos R$ 11 bilhões.

Leite se dirigiu aos servidores do estado para dizer que vai buscar construir soluções mantendo sempre canais de diálogo. O aceno se dá após anos de conflito entre os trabalhadores e a administração estadual e frente ao desafio da fragilidade das contas públicas para garantir o pagamento dos salários e outras obrigações.

O novo titular do Palácio Piratini anunciou que na primeira reunião do secretariado, marcada para amanhã (2), serão anunciadas medidas emergenciais de contenção de gastos com pessoal e custeio. Mas que as medidas estruturais serão discutidas e aprovada nos primeiros meses da gestão.

Após a cerimônia na Assembleia Legislativa, Eduardo Leite se dirigiu ao Palácio Piratini, onde ocorre a transmissão do cargo do governador juntamente com o político que deixa o posto, José Ivo Sartori.

Perfil

Formado em Direito, Leite foi vereador em Pelotas, uma das maiores cidades do estado. Em 2012 foi eleito prefeito do município, mas não concorreu à reeleição em 2016. Após uma temporada fora do país, voltou e assumiu a presidência da legenda no estado.

Primeira reunião nesta quarta

Depois da cerimônia na Assembleia, ele dirigiu-se ao Palácio Piratini, onde José Ivo Sartori transmitiu o cargo. O novo governador, em seguida, deu posse aos novos secretários.

Nesta quarta, Leite comanda a primeira reunião do primeiro escalão, onde irá divulgar as primeiras medidas emergenciais visando o corte de despesas – ele assume com déficit de cerca de R$ 3 bilhões. “Vamos afinar uma série de decretos emergenciais para controlar e reduzir as despesas de pessoal e de custeio”, disse ele, indicando que reformas estruturantes devem ser consolidadas nos primeiros 100 dias de governo.

Fonte: Agência Brasil e Correio do Povo

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