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Edelvânia afirma ter sido obrigada a ajudar na ocultação do corpo e livra o irmão

A ré foi a segunda a prestar depoimento, nesta quinta-feira, no quarto dia do júri do Caso Bernardo.

14 de março de 2019
Edelvânia passou mal durante o depoimento. (Foto: Reprodução/TJ RS)

Edelvânia Wirganovicz começou a prestar depoimento, nesta quinta-feira, por volta das 11h40min. Ela depôs por cerca de 40 minutos e respondeu apenas a questionamentos da juíza Sucilene Engler Werle. No momento em que passaria a responder às perguntas do Ministério Público, a ré passou mal e a sessão foi interrompida. Edelvânia chegou a cair no chão. O médico Marcelo Conrad, que prestou atendimento, diz que ela apresentou quadro de pressão e frequência cardíaca alta, além de ansiedade e estresse.

Houve a suspensão da sessão para almoço, por volta das 13h. Edelvânia chegou a retornar, às 14h, para o salão do júri, porém a defesa anunciou que ela não responderia a nenhum questionamento. Conforme seus advogados, a ré manifestou sua defesa nas questões que respondeu e não estaria com as melhores condições de saúde para seguir com o interrogatório. Dessa maneira, ela sequer respondeu às perguntas da sua própria defesa, das demais defesas e do MP.

Nos questionamentos direcionados pela juíza, Edelvânia falou rapidamente sobre a infância no interior e, em seguida, passou a relatar a sua versão sobre a morte de Bernardo. De pronto ela disse que não matou Bernardo. O medicamento Midazolam foi comprado por ela, a pedido de Graciele. Edelvânia negou a compra de soda cáustica. Ela admitiu, porém, a compra da pá.

A ré afirmou que o menino morreu após Graciele dar uma superdosagem de medicamentos. Edelvânia disse que pediu para levar o menino ao hospital. Após Graciele constatar, por meio da pulsação, que Bernardo havia morrido, Edelvânia disse que iria à delegacia. Nesse momento, porém, Graciele teria dito que até poderiam ir na polícia, mas que a culpa recairia sobre a própria Edelvânia “porque eu era uma pessoa pobre”, relatou a ré.

Edelvânia contou que Graciele pediu para que ela lhe ajudasse a esconder o corpo e, por isso, decidiu ir ao interior fazer uma cova. “Eu fiz a cova, somente eu, e botaram a culpa no meu irmão. Eu trabalhei até os 17 anos na lavoura, eu tenho força”, alegou Edelvânia. Graciele teria oferecido dinheiro à Edelvânia para que não contasse a ninguém sobre a morte ou o local onde teriam enterrado o menino.

A ré também afirmou que foi trazida pela polícia para Três Passos, no dia 14 de abril de 2014, mas que teria sido coagida no depoimento pela delegada Cristiane. A polícia teria dito que, se ela ajudasse a desvendar o caso, nem seria processada. “A delegada me coagiu”, afirmou. Edelvânia disse que era ditado pra ela o que precisava falar.

Fonte: Rádio Alto Uruguai

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