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Dia de Campo do Trigo promovido pela Cotricampo destaca cultura que se fortalece na região

Apesar da instabilidade climática, mais de 300 pessoas participaram das atividades, nesta quarta-feira (06), no campo experimental da cooperativa

7 de outubro de 2021
Estações temáticas abordaram diversos temas relevantes para a cultura do trigo (Fotos: Cotricampo / Divulgação)

Considerada uma cultura estratégica para a Cotricampo e trabalhada com muito foco e dedicação nos últimos anos, a produção de trigo foi tema de dia de campo, na quarta-feira (06), no campo experimental da cooperativa, em Campo Novo.

Apesar de toda a instabilidade climática, o evento contou com a participação de aproximadamente 300 pessoas. Foram onze estações, com diversas temáticas apresentadas pelos técnicos da cooperativa, da Embrapa Trigo e da Uergs, em trabalhos desenvolvido no próprio campo experimental, além de estação temática destacando o Moinho Cotricampo. Todas as estações proporcionaram ao público muito conhecimento sobre novas tecnologias e novidades da cultura.

A cultura do trigo teve um aumento de área nos municípios abrangidos pela Cotricampo, atingindo 90 mil hectares plantados nesta safra. Aumento significativo em relação a 2020.

Entre os temas abordados nas estações, estiveram as opções de uso do solo no inverno. De acordo com o engenheiro agrônomo, Rodolfo Richter, coordenador do departamento técnico da Cotricampo, a produtividade da soja em lavouras onde há resteva de trigo está sendo superior do que em áreas que tiveram apenas cobertura de solo.

As cultivares a disposição atualmente, mais precoces, possibilitam a produção do trigo e, posteriormente, a semeadura da soja na época ideal, sem comprometer o potencial produtivo da soja.

Foram apresentados trabalhos sobre culturas de cobertura para o inverno, seja no pré-trigo ou pré-milho, e sobre a importância de um bom tratamento industrial de sementes, com alta precisão na aplicação, com controle das principais pragas e doenças nos estágios iniciais da cultura.

O correto manejo de plantas daninhas também foi foco do dia de campo, onde foi apresentada uma área do campo experimental da cooperativa em que foram aplicadas quantidades ideais de herbicidas, levando em conta temperatura, umidade do solo e estágio da planta daninha, em um comparativo com uma área ao lado, onde foram aplicados os herbicidas com baixa temperatura, estresse por geada ou tempo fechado, com o controle foi bem abaixo do ideal.

Outro ponto explicado foi sobre a dose ideal de nitrogênio para se trabalhar na cultura do trigo, ou a curva de resposta deste nutriente que o trigo apresenta, e em quais momentos aplicar.

Trabalho sobre controle de doenças que incidem sobre a cultura do trigo, desde manchas foliares, giberela e fungos, foi apresentado ao público participante.

Outra temática de destaque, trabalhada no dia de campo, foi o manejo da dessecação pós-colheita e benefícios dessa prática.

Segundo Rodolfo Richter, existem quatro épocas de semeadura do trigo e mais de 20 cultivares à disposição dos produtores, que podem conhecer as características agronômicas de sanidade, porte, potencial produtivo e o desempenho que apresentam na região.

O Moinho da Cotricampo também teve seu espaço no dia de campo. Segundo Rodolfo Richter, essa participação é para que os produtores tenham a noção de que tudo faz parte de uma cadeia: é necessário produzir em quantidade e qualidade no campo, mas para ter liquidez e retorno financeiro, é necessário mercado, algo que o moinho da Cotricampo tem buscado, além do foco da cooperativa em ter cada vez mais uma alta qualidade industrial, para buscar mais mercados e dar liquidez ao produtor associado.

Fonte: Rádio Alto Uruguai

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