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Dezembro Laranja: Campanha alerta para cuidados com a pele desde a infância

Campanha Nacional de Prevenção ao Câncer de Pele foi criada para alertar a população para os sintomas e as principais formas de prevenção do câncer de pele que conta com cerca de 180 mil novos casos por ano no Brasil.

10 de dezembro de 2020

Desde 2014, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) promove o Dezembro Laranja, iniciativa que faz parte da Campanha Nacional de Prevenção ao Câncer de Pele. A data foi criada para alertar a população para os sintomas e as principais formas de prevenção do câncer de pele que conta com cerca de 180 mil novos casos por ano no Brasil. De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA), a doença corresponde a 27% de todos os tumores malignos no país, em 2020. Esse ano, a campanha busca conscientizar sobre a capacidade dos hábitos de exposição solar na infância de desenvolver o câncer de pele e causar um envelhecimento da pele precocemente.

Essa temática foi abordada no programa TOP 92, na tarde de quarta-feira (09), em entrevista com a médica dermatologista, Cecília Pohl Scheid, de Crissiumal.

O câncer de pele é uma doença provocada pelo crescimento anormal e descontrolado das células da pele, e sua principal causa é a exposição solar excessiva. Segundo a Dermatologista do Corpo Clínico do Hospital São Vicente de Paulo (HSVP) de Passo Fundo e preceptora da Residência em Dermatologia da Universidade Federal da Fronteira Sul UFFS/HSVP, Dra.Camila Ferron, a pele é o maior órgão do corpo humano e tem como principais funções regular a temperatura corporal e proteger contra agressões externas causadas por fungos, bactérias, produtos químicos, físicos e fatos ambientais, como o sol. Portanto, é a capa protetora do nosso corpo para muitas doenças, por isso devemos prestar atenção a alguns sinais que ela pode apresentar, indicando o câncer de pele.

Esse tipo de câncer se divide em duas categorias a melanoma e não melanoma e segundo a Dermatologista os primeiros sintomas da doença são o aparecimento de “manchas vermelhas descamativas nas áreas corporais mais expostas ao sol, feridas que não cicatrizam e/ou sangram com os mínimos traumas, ou manchas escuras, que surgem repentinamente ou manchas escuras, que apresentam mudança das características (cor e forma)”, afirma.

Há alguns fatores de risco que podem ser levados em conta e assim aumentar ainda mais os cuidados, principalmente ao se expor ao sol. São eles: “pele clara e olhos claros, exposição solar intensa, imunossupressão, vírus papiloma humano (HPV – para o câncer de pele espinocelular), idade avançada (carcinomas basocelular e espinocelular), tabagismo e história familiar de câncer de pele (melanoma)”, pontua.

O tratamento geralmente é por meio de cirurgia, porém para o câncer não melanoma quando as lesões são classificadas como de baixo risco existem “tratamentos alternativos, que apesar de índice de cura menor do que os alcançados por cirurgia, podem ser utilizados, como por exemplo, criocirurgia, curetagem e eletrocauterização, terapia fotodinâmica, fluoruracila e imiquimode”, completa.

Como prevenir?
A melhor forma de prevenir o câncer de pele é proteger a mesma dos raios solares, utilizando protetor solar e não se expondo ao sol em horários em que a radiação esteja muito forte. Segundo Camila, “deve-se evitar o horário das 10h às 16h. Além desses cuidados, é importante manter consultas regulares com o dermatologista, para assim obter o diagnóstico precoce da doença, o que aumenta, segundo a SBD, em 90% a chance de cura”.

Outras formas de prevenir o Câncer de pele são:
Usar chapéus, camisetas, óculos escuros e protetores solares.

Cubra as áreas expostas com roupas apropriadas, como uma camisa de manga comprida, calças e um chapéu de abas largas.

Na praia ou na piscina, usar barracas feitas de algodão ou lona, que absorvem 50% da radiação ultravioleta. As barracas de nylon formam uma barreira pouco confiável: 95% dos raios UV ultrapassam o material.

Usar filtros solares diariamente, e não somente em horários de lazer ou de diversão. Utilizar um produto que proteja contra radiação UVA e UVB e tenha um fator de proteção solar (FPS) 30, no mínimo. Reaplicar o produto a cada duas horas ou menos, nas atividades de lazer ao ar livre. Ao utilizar o produto no dia a dia, aplicar uma boa quantidade pela manhã e reaplicar antes de sair para o almoço.

Observar regularmente a própria pele, à procura de pintas ou manchas suspeitas.

Manter bebês e crianças protegidos do sol. Filtros solares podem ser usados a partir dos seis meses.

Consultar um dermatologista uma vez ao ano, no mínimo, para um exame completo.

Evite o bronzeamento artificial
Em dezembro de 2009, uma Resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), proibiu a prática de bronzeamento artificial, tornando-se o primeiro país a tomar a medida que serviu de influência para outros países como Estados Unidos e Austrália . As câmaras de bronzeamento artificial trazem riscos comprovados à saúde e, em 2009, foram reclassificadas como agentes cancerígenos pela Organização Mundial de Saúde (OMS), no mesmo patamar do cigarro e do sol.

A SBD alerta que a prática de bronzeamento artificial antes dos 35 anos aumenta em 75% o risco de câncer da pele, além de acelerar o envelhecimento precoce e provocar outras dermatoses.

Fonte: Rádio Alto Uruguai (com informações do Hospital São Vicente de Paulo)

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