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Desentendimento seria um dos motivos para mortes em restaurante de Jaboticaba

Atirador teria saído do local após discussão e voltou armado, matando vítima e mais um policial de folga

17 de maio de 2021
Policiais fizeram homenagem a comissário assassinado em Jaboticaba e ligaram sirenes de viaturas durante velório (Foto: Polícia Civil / Divulgação)

A Polícia Civil já tem uma linha de investigação sobre as duas mortes ocorridas na noite de domingo (16) dentro de um restaurante na cidade de Jaboticaba, no norte do Rio Grande do Sul. Um cliente e um comissário foram executados por um atirador devido a um provável desentendimento — mas ainda com motivação sendo apurada — ocorrido momentos antes dos crimes.

Testemunhas afirmaram que Marcos de Moraes Antunes, 30 anos, discutiu dentro do estabelecimento comercial com um pessoa e saiu do local. Momentos depois, voltou armado e atirou à queima-roupa em uma das vítimas. Antes de sair, foi abordado pelo agente e houve troca de tiros.

O cliente José Antônio Rocha Monteiro, de 53 anos, morreu na hora. Segundo algumas das 25 pessoas que estavam no restaurante, o desentendimento foi entre ele e Moraes. No entanto, o motivo da desavença ainda é apurado. O delegado Gustavo Fleury diz que tentou, na tarde desta segunda-feira (17), ouvir o atirador no hospital, mas ele apenas se restringiu a dizer que não se lembrava do que ocorreu.

O comissário Fabiano Ribeiro de Moraes, de 51 anos, lotado na delegacia da cidade há 22 anos e faltando apenas dois anos para se aposentar, abordou o atirador, que revidou e atirou no policial. Mesmo caído, Menezes disparou três vezes, acertando uma das pernas, um dos braços e o quadril de Moraes. O agente morreu a caminho do hospital. O atirador está sob custódia no hospital de Palmeira das Missões, distante 33 quilômetros de Jaboticaba.

Investigação
O delegado Fleury, que responde pela cidade de 3,7 mil habitantes e está à frente da investigação, diz que imagens de câmeras de segurança estão auxiliando na identificação de todas as pessoas que estavam no local. Até o meio-dia, pelo menos seis há haviam prestado depoimento.

A namorada do atirador também foi ouvida.

Uma das linhas apuradas seria uma desavença familiar, inclusive motivada por vingança, mas anterior ao desentendimento de domingo à noite. A questão não está descartada, mas também não é confirmada totalmente pela investigação porque ainda há necessidade de provas concretas. Mas é grande a possibilidade desse conflito também ter gerado a discussão ocorrida entre Moraes e Monteiro no restaurante.

O atirador teve a prisão preventiva solicitada à Justiça, depois de ser preso em flagrante ainda durante o atendimento médico. Fleury diz que tentou, na tarde desta segunda-feira (17), ouvir o atirador no hospital, mas ele apenas se restringiu a dizer que não se lembrava do que ocorreu. O delegado ainda destaca que Moraes realmente é atirador e tem porte para transporte – para ir ao clube de tiro, por exemplo. No entanto, há alguns dias ele foi abordado em Palmeira das Missões pela Brigada Militar e teve a arma apreendida. Ele tem cinco passagens pela polícia por casos como ameaça, porte ilegal de arma de fogo, entre outros.

Monteiro, que foi executado, tinha cerca de 15 antecedentes criminais, inclusive violência doméstica e roubo.

A polícia segue ouvindo testemunhas, aguarda por resultados periciais e informa que Moraes responde por duplo homicídio qualificado. Além disso, não descarta a participação de um cúmplice. Fleury relata que o atirador, que segue com a arma — legalizada — apreendida pelo fato de não ter porte, usou um revólver calibre 38 com numeração raspada para executar as vítimas.

A polícia informou que até as 16h não houve contato por parte de advogado, que se apresente como advogado de Moraes.

O comissário foi homenageado durante velório realizado em Jaboticaba, inclusive com viaturas que tiveram as sirenes ligadas. O sepultamento de Menezes será na terça-feira (18) em Porto Alegre, cidade onde nasceu. Ele estava há 28 anos na polícia, sendo 22 na cidade do norte gaúcho, onde casou e teve dois filhos. O filho mais velho, com 18 anos, trabalhava com o pai, já que era estagiário de Direito na delegacia local. Além disso, estuda para ser delegado. Colegas, amigos e familiares são praticamente unânimes em dizer que o comissário era um pai, um filho e um funcionário exemplar.

Fonte: GaúchaZH

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