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Delegadas foram ouvidas no primeiro dia de julgamento do Caso Bernardo

Leandro Boldrini, Graciele Ugulini, Edelvânia e Evandro Wirganovicz respondem por homicídio qualificado, ocultação de cadáver e falsidade ideológica.

11 de março de 2019
Neste primeiro dia foram ouvidas duas testemunhas. (Fotos: Vinícius Araújo/Thomás Silvestre/Rádio Alto Uruguai)

O júri do Caso Bernardo Boldrini iniciou nesta segunda-feira no Fórum da Comarca de Três Passos. Neste primeiro dia foram ouvidas duas testemunhas: a delegada Caroline Bamberg Machado, que presidiu o inquérito na época do crime, e a delegada regional Cristiane de Moura e Silva Braucks, que também participou da investigação.

A defesa da ré Graciele abriu mão de ouvir o depoimento das quatro testemunhas que havia arrolado. O total de testemunhas caiu para 14, sendo uma convocada tanto pela acusação como pela defesa de Leandro Boldrini. A pedido das defesas dos réus, em acordo com o Ministério Público (MP), a juíza admitiu aumento do tempo nos debates. Serão quatro horas para o MP e mais quatro para serem divididas entre os quatro defensores.

Pela parte da manhã, a partir das 9h30min, houve o sorteio do Conselho de Jurados. Os sete jurados são representados por cinco homens e duas mulheres. O período utilizado pela juíza Sucilene Engler Werle para explicação de pormenores ocupou praticamente toda a manhã e, como os jurados solicitaram alguns minutos para conhecer a sentença, foi feito intervalo para almoço.

Delegada Caroline destaca pouca comoção de Leandro com a morte do filho

A oitiva da primeira testemunha foi agendada para às 12h30min. A delegada Caroline foi ouvida por cerca de cinco horas e meia. Os promotores realizaram uma série de perguntas, principalmente quanto ao passo a passo da investigação. Por diversas vezes a delegada citou a pouca comoção por parte do pai do menino, Leandro Boldrini. Caroline relatou também um possível conluio entre advogados das partes que estão respondendo por este processo, no sentido de tentar de alguma forma livrar o réu Leandro Boldrini.

Em seguida começaram as perguntas da defesa. Os advogados Rodrigo Grecellé Vares e Ezequiel Vetoretti, que defendem Leandro, buscaram apresentar uma série de contradições por parte da delegada. A defesa citou as manifestações de policiais civis que, no momento em que contaram a Leandro que o menino estava morto, viram ele chorar e investir contra Graciele. Para a defesa, esta seria uma contradição da delegada, que disse que ele não teria tido qualquer comoção quando soube da morte.

Os advogados Vanderlei Pompeo de Mattos, Jean Severo e Luiz Geraldo Gomes dos Santos, que defendem respectivamente Graciele, Edelvânia e Evandro, também realizaram perguntas. Vanderlei Pompeo de Matos tentou demonstrar, através de depoimentos anexados aos autos, que não haveria uma má relação entre o menino Bernardo e a madrasta. Jean Severo, por sua vez, tentou desqualificar alguns depoimentos concedidos por Edelvânia às autoridades policiais, sem a presença de advogado. Luiz Geraldo Gomes dos Santos tentou, através de questionamentos, demonstrar que a autoridade policial não tem provas consistentes da participação de Evandro no crime.

Delegada Cristiane reforça detalhes sobre a investigação

A segunda testemunha, delegada regional Cristiane de Moura e Silva Braucks, começou explicando que a hipótese de assassinato ganhou força com os depoimentos dando conta do abandono e descaso do pai e da madrasta. Sobre a confissão de Edelvânia, a delegada afirmou que em nenhum momento ela foi coagida. Cristiane também respondeu à perguntas sobre o relacionamento entre pai e filho. Segundo ela, o menino sentia admiração pelo fato de o pai salvar vidas, mas testemunhos relataram que também havia medo e desgosto com o tratamento recebido. A delegada regional destacou que Leandro Boldrini disse “e a minha vida continua” ao ouvir dela que havia poucas chances de encontrar o filho vivo.

A defesa retomou alguns pontos nos questionamentos, como a reação de Leandro ao saber que Graciele supostamente havia matado seu filho. Cristiane rebateu dizendo que ele já sabia da morte e perguntou o que havia de provas contra ele. Ainda conforme a delegada, Graciele não teria gostado de saber que Bernardo procurou a Justiça para pedir roupas limpas, comida e poder brincar com a irmã.

O defensor de Edelvânia fez duras críticas à investigação: “pior inquérito que eu vi na vida”. Por sua vez, o defensor de Leandro dirigiu a maior parte das perguntas sobre as acusações de negligência contra o pai, procurando desconstruir a versão oferecida por testemunhas. O advogado de Evandro formulou questões sobre participação do réu. Em resposta, Cristiane disse que não há elementos de que ele estivesse junto na compra da soda cáustica e da pá.

Fonte: Rádio Alto Uruguai

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