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Cpers rejeita alterações no pacote e afirma que proposta retira recursos do salário da categoria

Presidente do sindicato, Helenir Schürer, concedeu entrevista coletiva nesta sexta

13 de dezembro de 2019
Cpers concedeu entrevista coletiva nesta sexta (Foto: Caco Argemi / Cpers / Divulgação)

Ao rejeitar novamente o projeto que altera sua carreira, na manhã desta sexta, os professores ligados ao Cpers afirmaram que a proposta continua retirando recursos do próprio salário da categoria para garantir o aumento ao longo dos anos. Em pronunciamento oficial nesta manhã, a presidente do sindicato, Helenir Schürer, afirmou que, diferentemente do que foi apresentado pelo governador Eduardo Leite na quinta-feira, o reajuste real em três anos ficará muito abaixo de 19,8%, porque, na prática, com o fim das vantagens temporais, é como se os valores saíssem dos triênios que os docentes em atividade atualmente recebem.

Para explicar a situação, a presidente do Cpers utilizou o exemplo do que acontece com o seu próprio salário, atualmente de R$ 1.795. Deste valor, segundo ela, o básico fica em R$ 1.282,25 e os R$ 512,89 são referentes a triênios. Pela proposta do governo, em 2020 o valor a ser recebido por ela seria de R$ 1.650,89. Ou seja, no primeiro ano sobrariam R$ 144,25 dos triênios. No ano seguinte, o subsídio aumentaria para R$ 1.753, restando R$ 42 dos triênios e, em 2022, com o pagamento de R$ 1.861,95 – o que superaria pela primeira vez o que a professora atualmente recebe -, sobrariam R$ 66. Pelos cálculos do sindicato, o acréscimo real ficaria em 3%.

“A única coisa que mudou nesse projeto foi que ele vai ocupar mais dos nossos triênios para aumentar o subsídio entre as classes. Na essência, não mudou absolutamente nada, continuamos pagando o nosso salário”, afirmou a professora. Segundo ela, o aumento só será efetivamente de 19,8% para os profissionais que ingressarem no Magistério após a aprovação da medida. Ainda assim, comentou que, mesmo que este percentual valesse na prática para todos os professores, não compensaria a perda de 32% da inflação desde o último reajuste, em 2014.

A presidente do Cpers disse que, a menos que o governo retire o pacote ou apresente algum outro projeto que represente um aumento considerado real pela categoria, a greve continuará forte. Nos dias 17, 18 e 19 de dezembro, quando o projeto deve entrar em votação na Assembleia Legislativa, os professores prometem grande ato. De acordo com ela, os professores só recuperarão as aulas perdidas durante a paralisação se o Executivo garantir que não haverá desconto destes dias, como sempre ocorre. “Agora, se o governo continuar nessa questão de corte do salário, vai ter que responder para as famílias dos alunos, quem dará aula pra fechar o ano letivo? Nós é que não seremos”, afirmou Helenir.

Fonte: Correio do Povo

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