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Coronavírus: Dois casos confirmados da doença até o momento, na província de Misiones

Presidente da Argentina reforça medidas de contenção e lamenta posicionamento de Bolsonaro

31 de março de 2020
Governador de Misiones, Oscar Herrera Ahuad (Foto: Governo de Misiones / Divulgação)

Um novo informe epidemiológico foi divulgado nesta segunda-feira (31), pelo governo da província de Misiones, na Argentina, que faz fronteira com Tiradentes do Sul. Na província missioneira há dois casos confirmados de coronavírus, até o momento, e um caso suspeito, que aguarda resultado oficial, após coleta já realizada.

Os casos confirmados até o momento são de um idoso, de 71 anos, que vive em Posadas, mas que contraiu o vírus em viagem à Espanha, e de um homem de 27 anos, que reside em Iguazú. Ambos estão em boas condições de saúde.

48 casos foram descartados na província de Misiones e 496 casos foram recomendados para que se mantenham em isolamento domiciliar pelo período mínimo de 14 dias.

Presidente da Argentina reforça medidas de contenção e lamenta posicionamento de Bolsonaro

O presidente da Argentina, Alberto Fernández, anunciou no último domingo que a quarentena obrigatória no país, iniciada no dia 20 de março, se estende pelo menos até 13 de abril. Ontem, ele considerou que a estratégia do colega brasileiro, Jair Bolsonaro, diante da pandemia pode levar o principal sócio comercial a uma espiral de contágios.

“Complicado e lamento muito que não entenda a dimensão do problema”, disse à Radio con Vos ao ser questionado sobre o pedido de Bolsonaro aos brasileiros para que retomem as atividades normalmente.

A Argentina compartilha com o Brasil uma fronteira de cerca de 1,1 mil km de extensão e é o principal destino das exportações do país vizinho. “O Brasil é 70% do Produto Bruto sul-americano e nosso principal parceiro econômico”, destacou Fernández.

“Temo que com essa lógica (o Brasil) entre na mesma espiral (de contágios) da Espanha, Itália ou Estados Unidos, que quando declararam a quarentena já era tarde”, enfatizou.

Bolsonaro afirmou no domingo que “o Brasil não pode parar”, em discurso oposto ao do ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, que havia ressaltado a importância do isolamento social na luta contra a doença. Na opinião de Bolsonaro, quem “não morrer da doença, morre de fome”.

Fernández afirmou que um parecer do comitê de especialistas e doenças infecciosas, consultado por ele, indicou que era “necessário continuar com as restrições para impedir a propagação geométrica de infecções”.

“Somos um caso único no mundo, propusemos a quarentena plena assim que se soube do início da pandemia. Portanto, estamos experimentando durante o caminho”, disse o presidente.

Fernández afirmou que o Estado vai se fazer presente para garantir a chegada dos alimentos aos setores mais vulneráveis. E pediu à população que continue cumprindo a quarentena e cuide dos mais idosos.

“Depois de 10 dias [do início da quarentena], temos que estar muito felizes por sermos argentinos”, disse Fernández, ressaltando que 90% da população cumpriu o isolamento social, preventivo e obrigatório. Segundo ele, os argentinos que descumpriram a quarentena foram processados penalmente.

O presidente argentino ressaltou que reforçar as medidas de proteção da saúde não significa um descuido com a economia e lembrou as medidas tomadas nos últimos dias para reduzir o impacto econômico na vida das famílias mais pobres, de pequenos e micro-empresários.

“Uma economia que cai sempre levanta, mas uma vida que termina, não levantamos mais.”

Fernández disse ainda que está trabalhando para obter os suprimentos necessários para retardar o avanço da pandemia. E pediu que todos entendam que estão vivendo um momento de exceção.

O presidente afirmou que vai ser duro com os empresários que demitirem funcionários e pediu ao setor que aceite “ganhar menos” durante a pandemia. “Aqui ninguém se salva sozinho”, disse. “Em tal crise, não podemos abandonar alguém e deixá-lo sem emprego. Aqui, para muitos empresários, trata-se de ganhar menos, não perder.”

Fonte: Rádio Alto Uruguai

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