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Com baixo estoque de medicamentos, hospitais suspendem cirurgias eletivas no RS

Anestésicos e sedativos, usados em procedimentos com anestesia e em pacientes entubados, estão em falta em diversos Estados do país

30 de junho de 2020
Hospital de Caridade de Três Passos. (Foto: Arquivo/Rádio Alto Uruguai)

Um problema que foi abordado pela reportagem da Rádio Alto Uruguai, há duas semanas, após alerta da administração do Hospital de Caridade de Três Passos, tem começado a afetar todo o Rio Grande do Sul nas últimas semanas. Sem conseguir comprar ou receber medicamentos sedativos e anestésicos – usados em procedimentos com anestesia e em pacientes intubados –, hospitais têm passado a restringir cirurgias eletivas, que são aquelas consideradas não urgentes.

O hospital de Três Passos não está realizando cirurgias eletivas nos últimos meses, concentrando seus esforços e insumos para urgências e emergências. A administradora, Leila Bender, relata que há uma redução na oferta de sedativos que são utilizados, especialmente para pacientes entubados – tanto pacientes que tenham sido diagnosticados com Covid-19, quanto para pacientes com outras patologias.

No Hospital Vida e Saúde, de Santa Rosa, único do município e referência para mais de 70 cidades da região, alguns medicamentos estão em falta, e outros, com estoque baixo. Até entregas programadas estão sendo suspensas pelas empresas. A diretora geral da instituição, Vanderli de Barros, diz não saber como vai ser a regularidade do fornecimento para poder manter o estoque aos pacientes que precisam de ventilador ou de cirurgias de emergência.

Também na região Noroeste, o Hospital de Caridade de Ijuí está com as cirurgias eletivas suspensas a partir desta semana – com exceção dos procedimentos que envolvem pacientes oncológicos e cardiopatas. Como em outros casos, os fornecedores consultados dizem que não têm os medicamentos a pronta-entrega. No Hospital de Clínicas de Passo Fundo, as cirurgias eletivas ainda são realizadas, mas em ritmo mais lento, com determinadas áreas sendo priorizadas a cada semana.

Um levantamento feito pelo Conselho Nacional de Secretários de Saúde em todo o país identificou que há falta de medicamentos. São sedativos, anestésicos, bloqueadores neuromusculares e medicamentos adjuvantes na sedação, utilizados na intubação e na manutenção da intubação. No Estado, dentre 22 medicamentos pesquisados, dois estavam em falta. Outros dois tinham estoque para entre dois e quatro dias, e outros dois, entre 12 e 18 dias. O levantamento leva em conta os hospitais incluídos no Plano de Contingência estadual.

Questionada, a Secretaria Estadual de Saúde informou, em nota, que a responsabilidade de compra é dos próprios hospitais junto aos fabricantes e distribuidores. A pasta destacou que, neste momento de pandemia, foi identificada uma dificuldade de aquisição em nível nacional. A informação recebida é de que o Ministério da Saúde fará uma licitação para suprir a carência de forma emergencial. Já o Ministério da Saúde disse, em nota, que está realizando conversas com laboratórios e entidades e que conta com o apoio do Ministério da Defesa para identificar o problema.

A Federação das Associações de Municípios do RS (Famurs) e a Federação das Santas Casas e Hospitais Beneficentes, Religiosos e Filantrópicos do Estado também divulgaram nota manifestando preocupação com a questão. Conforme as entidades, a utilização dos sedativos em UTIs nos últimos três meses equivale ao total aplicado em 2019, e a aquisição é prejudicada pela alta demanda e pela elevação de preços.

Fonte: Rádio Alto Uruguai

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