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Cogepol segue apurando caso do jovem que acabou baleado em Três Passos

Corregedoria aguarda o resultado de perícias e ainda precisa ouvir a vítima e outras testemunhas

26 de abril de 2022
Cogepol não estipula um prazo para a conclusão do inquérito sobre o caso (Foto: Arquivo)

A reportagem da Rádio Alto Uruguai buscou informações atualizadas com a Corregedoria-Geral da Polícia Civil do RS (Cogepol) a respeito da apuração que vem sendo realizada sobre o fato ocorrido na noite de 2 de abril deste ano, em frente à Biig’s Choperia, na rua Estivalete Pires, no centro de Três Passos.

Durante um incidente, Ederson dos Santos da Silva, conhecido como Farofinha, de 31 anos de idade, morador da cidade, acabou baleado por um policial civil. Ele foi atingido por três disparos de arma de fogo. Após ser ferido, Ederson teve de ser internado e encaminhado para uma UTI hospitalar, em Passo Fundo, onde passou por procedimentos cirúrgicos. Parte de sua perna esquerda teve de ser amputada. No último domingo, dia 24, ele recebeu alta da UTI do Hospital de Clínicas, em Passo Fundo, demonstrando evolução em seu quadro de saúde, que segue estável. Ele continua hospitalizado, mas agora em leito ambulatorial.

A Cogepol não estipula um prazo para a conclusão do inquérito sobre o caso. De acordo com o órgão, as perícias solicitadas ainda não foram concluídas, e ainda estão sendo realizadas oitivas de testemunhas.

Ederson, como ainda está hospitalizado, encontra-se impossibilitado de prestar depoimento à polícia. Já o autor dos disparos será reinquirido após finalizada as oitivas de todas as testemunhas. Segundo a Cogepol, cerca de sete pessoas foram ouvidas até o momento a respeito do ocorrido.

A corregedoria confirma que foi identificada uma câmera de videomonitoramento que poderia ter imagens do fato, contudo, o proprietário informou que o HD estava com problemas, sem filmagens gravadas. O HD foi apreendido e encaminhado para perícia. O recolhimento do HD foi acompanhado pelo advogado que representa a vítima.

Questionada pela nossa reportagem se o policial civil envolvido no caso segue atuando no âmbito da delegacia de polícia de Miraguaí, ou se estaria afastado de suas funções, a corregedoria confirmou que “as circunstâncias apuradas até o momento não indicam necessidade de afastamento”.

Fonte: Rádio Alto Uruguai

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