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CITEGEM divulga prestação de contas e relatório de atividades

Consórcio abrange 12 municípios e atua no recebimento e destinação correta de resíduos, seja para reciclagem ou valas de aterro

15 de janeiro de 2021
Consórcio Intermunicipal de Gestão Multifuncional (CITEGEM). (Foto: Divulgação/Observador Regional)

O Consórcio Intermunicipal de Gestão Multifuncional (CITEGEM), localizado na BR-468, entroncamento com a ERS-207, no município de Bom Progresso, iniciou suas atividades em 1997. O CITEGEM é um aterro sanitário que recebe os resíduos, faz a separação dos materiais em condições de serem reciclados e posteriormente os revende, sendo que o restante é encaminhado para a destinação final junto às valas de aterro, obedecendo rigorosamente às legislações vigentes em relação ao meio ambiente.

O Consórcio é proprietário de uma área de terra de 10 hectares composta por dois galpões de reciclagem, escritório, balança, oficina, refeitório, cinco aterros, dois lagos de tratamento de água e atualmente possui 35 funcionários.

Fazem parte do CITEGEM 12 municípios (Bom Progresso, Braga, Campo Novo, Coronel Bicaco, Crissiumal, Esperança do Sul, Humaitá, Sede Nova, São Martinho, São Valério, Tiradentes do Sul e Três Passos), os quais elegem, de dois em dois anos, um Conselho de Prefeitos para administrar o órgão.

Atualmente, a Presidência do Conselho está a cargo do ex-prefeito de Braga Carlos Alberto Vigne, que substituiu o ex-prefeito de Humaitá Fernando Wegmann, que foi eleito presidente da entidade em 2020 e renunciou ao cargo para cumprir exigências da Lei Eleitoral. A Coordenação do CITEGEM é exercida por Gilberto Knorst.

Relatório de ações da Gestão 2020

A gestão 2020 assumiu o comando do Conselho de Prefeitos no mês de fevereiro. Entre despesas assumidas da gestão anterior restaram o serviço de terraplanagem, realizada no ano anterior no valor de R$ 18 mil, e a necessidade urgente de reforma de máquinas e recapagens de pneus (carregador e trator), que juntas totalizaram despesa de aproximadamente R$ 35 mil, bem como despesas de rescisões trabalhistas a pagar, em um valor de aproximadamente R$ 37 mil.

Diante deste quadro e em razão de que a sustentabilidade financeira tem apenas duas fontes no Consórcio, que são as contribuições dos municípios consorciados conforme o número de habitantes e a venda do material reciclado, a nova gestão buscou informações e experiências em outros consórcios do mesmo gênero, o que foi imprescindível para ampliar os número de novos compradores, com melhores preços na comercialização, aumentando a receita sem a necessidade de chamamento de capital dos municípios consorciados.

Com essa nova visão de gestão, em 11 meses a receita com a venda do material reciclável, que no ano de 2019 teve uma média mensal de R$ 41.655,56, teve um crescimento constante chegando ao patamar de R$ 104.066,40 em dezembro de 2020.

Evolução da receita. (Gráfico: Observador Regional)

Neste mesmo sentido, a receita anual com a venda de material reciclável teve um aumento considerável, comparando o ano de 2019 com R$ 499 mil, para R$ 926 mil em 2020. Tal diferença também chama atenção em relação a anos anteriores, conforme o gráfico abaixo:

(Gráfico: Observador Regional)

A partir desta recuperação financeira, a atual gestão começou a investir em melhorias estruturais, reformas de máquinas e equipamentos do Consórcio.

(Foto: Divulgação/Observador Regional)

(Foto: Divulgação/Observador Regional)

Outro ponto que contribuiu para o aumento da receita foi a reativação da antiga esteira do lixo orgânico para uso da separação do lixo seco, pois com o mesmo número de funcionários foi possível aumentar a produção e consequentemente a receita em cerca de 25%.

(Foto: Divulgação/Observador Regional)

Para melhorar a trafegabilidade interna foi investido um valor de R$ 80 mil na pavimentação asfáltica no pátio e arredores, totalizando 2.000 m² de área.

(Foto: Divulgação/Observador Regional)

Foi construída uma área coberta com piso de 150 m², para ampliação no armazenamento de produtos, o que também facilitou o carregamento em dias de chuva, totalizando um investimento no valor de R$ 25 mil.

(Foto: Divulgação/Observador Regional)

Foram realizadas pinturas em toda estrutura física, construídos canteiros, realizado plantios de flores e gramas, o que contribuiu para a melhoria do aspecto do empreendimento, que recebe inúmeras visitas de excursões de estudantes e até mesmo de populares com a finalidade de conhecer a funcionalidade do CITEGEM.

(Foto: Divulgação/Observador Regional)

(Foto: Divulgação/Observador Regional)

Hoje existem recursos para início de um processo de licitação para a aquisição de uma escavadeira hidráulica, a qual dará mais agilidade nos serviços de cobertura e compactação de lixo orgânico no aterro sanitário. Assim, não será mais necessário contratar empresa terceirizada, reduzindo a despesa do Consórcio.

Orientações para o descarte correto de lixo

Separar o lixo corretamente é muito importante para a destinação, disposição e o tratamento (incluindo reciclagem, incineração, entre outros) adequados. Para realizar esta separação é preciso ficar atento aos tipos de materiais que serão descartados.

Lixo Orgânico

Lixo orgânico é todo resto de alimento: cascas de legumes, frutas, raízes, vegetais e folhas, entre outros tipos de resíduos de origem biológica. Com a separação, estes resíduos podem ser utilizados, por exemplo, para fazer uma composteira em casa, pois este tipo de lixo pode ser utilizado como um rico adubo natural. Mas, para quem não tem o hábito de realizar a compostagem, o ideal é que este tipo de lixo seja embalado em sacos biodegradáveis, como o plástico PLA e o plástico de amido.

Lixo reciclável não perigoso

Existem inúmeros tipos de lixos recicláveis, são eles o papel, papelão, vidro, plástico (alguns tipos) e alumínio. O ideal para este tipo de lixo é que ele seja separado por tipo, colocando alumínio com alumínio, vidro com vidro, plástico PET com plástico PET, entre outros. Também é aconselhado que seja realizada a higienização deste lixo, para evitar que ele se transforme em local de reprodução de vetores de doenças, como por exemplo, latas de molho de tomate que podem ser um ambiente de proliferação de bactérias.

No caso do papel, o ideal é não amassá-lo, já que quanto mais intacto, maior o valor do papel para a reciclagem. Se houver vidro quebrado ou outro tipo de material que apresente risco à saúde dos trabalhadores que farão a coleta, embale-os de maneira segura e identifique-os.

Sabemos que nem todas as pessoas possuem tempo e espaço para realizar esta seleção e por isto o CITEGEM realiza também a separação dos resíduos buscando aproveitar ao máximo os produtos que podem ser reciclados.

Lixo não reciclável e não perigoso

Muitos materiais jogados no lixo podem ser difíceis de reciclar, como papéis parafinados ou plastificados, adesivos, etiquetas, fita crepe, papel carbono, fotografias, espelhos, esponjas de lavar louça, esponjas de aço, entre outros. Nesses casos é indicado não consumir esse tipo de item ou consumir algo semelhante, mas que seja ou tenha embalagem reciclável e menos impactante.

Quando não for possível deixar de consumir materiais não recicláveis, outra alternativa é optar pela reutilização e, como última alternativa, descartar. Nesse caso, o ideal é embalar o resíduo em um saco de lixo.

Lixo perigoso

A separação do lixo perigoso é essencial pois este tipo de lixo é aquele que apresenta riscos à saúde pública e ao meio ambiente. Muitas vezes estes resíduos são inflamáveis, corrosivos ou reativos quimicamente, e por isso precisam de tratamento e disposição especiais. Esse lixo inclui restos de tinta, lixo hospitalar, produtos químicos, lâmpadas fluorescentes, pilhas, baterias, entre outros.

O lixo perigoso não pode simplesmente ser colocado em sacos de lixo e ser destinado para o lixo comum, pois uma vez descartados em aterros, lixões, junto com a água da torneira (no caso de tintas látex, por exemplo) ou no solo, o lixo perigoso pode causar danos irreversíveis à saúde ambiental e humana.

Para fazer o descarte correto deste tipo de lixo, a orientação é aguardar uma campanha para dar a destinação correta em cada município.

Fonte: Observador Regional

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