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Chuvas retomam ânimo dos produtores e soja segue em desenvolvimento

Em geral, o desenvolvimento das lavouras de soja ainda é satisfatório, mesmo diante da falta de umidade e altas temperaturas das duas últimas semanas.

17 de janeiro de 2020
De forma geral, o desenvolvimento das lavouras de soja no Estado é satisfatório. (Foto: Carlos Corrêa da Rosa/Emater/RS-Ascar)

A Emater-RS/Ascar divulgou nesta quinta-feira, dia 16, o informativo conjuntural que atualiza semanalmente as informações sobre o andamento das culturas no Rio Grande do Sul. Em geral, o desenvolvimento das lavouras de soja ainda é satisfatório, mesmo diante da falta de umidade e altas temperaturas das duas últimas semanas. A permanência dessas condições de tempo pode resultar em perdas de produtividade. A irregularidade de chuvas indicará os percentuais de perdas.

Na Regional de Ijuí, a cultura da soja foi bastante afetada pela estiagem, comprometendo o desenvolvimento das lavouras plantadas em outubro. Na de Soledade, as condições do tempo ainda não permitiram concluir os plantios previstos para a safra, mas a boa notícia do período foi o volume de chuva na região (de 40 a 100 milímetros), amenizando de forma parcial os reflexos da estiagem, principalmente na região do Baixo Vale do Rio Pardo, onde há registros de mortes de plântulas em lavouras com semeadura tardia.

Em geral, evidenciaram recuperação as lavouras em desenvolvimento vegetativo que tiveram crescimento e desenvolvimento reduzido no período da estiagem. Há registro de baixa incidência de pragas, não sendo necessárias medidas de controle.

Potencial produtivo do milho é variado

No milho, apesar das chuvas ocorridas no Estado, os acumulados não revertem o déficit hídrico em boa parte das lavouras, que tem prejudicado o desenvolvimento da cultura. Na Regional Administrativa de Ijuí, que corresponde a 10% da área cultivada com milho no Estado, a cultura está em maturação em 50% das lavouras, e granação em 30%. O potencial produtivo varia muito; diversos municípios apontam perdas superiores a 50% e em alguns no Corede Celeiro não há perdas.

A colheita do milho avança, chegando a 17% da área cultivada para produção de grãos e 64% para silagem. As lavouras colhidas para silagem apresentam rendimento de 25 a 30 mil quilos por hectare, muito abaixo da estimativa inicial. A massa verde está desidratada, com consequente perda de qualidade. Áreas da região Celeiro apresentam boas produtividades, e a colheita ultrapassa 35% das lavouras em alguns municípios. Com a melhora das condições de umidade do solo, os agricultores estão manejando as áreas para o segundo plantio da cultura.

Na região de Santa Rosa, maior produtora de milho do Estado, com 15,4% da área, a cultura está 42% em maturação, com a colheita avançando para 45% das lavouras, com leve redução no rendimento, devido à baixa umidade do solo nos últimos dias e ocorrência de poucas chuvas, atingindo lavouras em plena floração e formação inicial do grão. Tal quadro pode reduzir a produtividade do milho safrinha e das lavouras semeadas mais no tarde, que se encontram nos estágios reprodutivos e de enchimento de grãos, notadamente as que mais sofrem em função da restrição de umidade.

Na de Lajeado, no Vale do Taquari, o milho é cultivado tanto para produção de grãos como para silagem. Dos 90 mil hectares previstos, 60% se destinam à silagem e 40% para a produção de grãos. Nesta safra, em função da falta de chuvas, tem ocorrido o corte para silagem de lavouras de milho, inicialmente destinadas à produção de grãos.

As perdas variam conforme a época do plantio. Das lavouras plantadas no cedo, que representam 30% do total, a maior parte foi destinada para silagem. Essas foram afetadas pelo excesso de chuvas durante a germinação e o início do desenvolvimento vegetativo, principalmente em outubro, onde ocorreram mais que 400 mm de chuvas. As lavouras ficaram com estande de plantas desuniforme e população abaixo da recomendada. O milho conseguiu florescer e encher o grão, porém teve perdas em termos de volume e qualidade.

Nas lavouras plantadas em outubro, o milho floresceu em plena estiagem, dificultando a maior parte da fecundação da espiga. Metade das lavouras foi implantada em novembro e dezembro, e se encontram em desenvolvimento vegetativo e pré-floração e, apesar de a estiagem ter comprometido o seu desenvolvimento, não há condições de contabilizar perdas.

Fonte: Emater-RS/Ascar

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