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Caso Rafael: Polícia Civil deve indiciar mãe por homicídio doloso

Em depoimento concedido no último sábado, Alexandra Dougokeski mudou a versão que vinha sustentando de que não teve intenção de matar o filho

29 de junho de 2020
(Foto: Arquivo pessoal/Reprodução)

Após novo depoimento de Alexandra Dougokeski, concedido no último sábado (27) à Polícia Civil, a investigação da morte de Rafael Mateus Winques deve ser encaminhada para homicídio doloso — quando há intenção de matar. Ela mudou a versão que vinha sustentando até então, de que não teve intenção de matar o filho em Planalto. O diretor de investigações do Departamento de Homicídios, Eibert Moreira Neto, afirmou que o inquérito tem robustez de provas suficientes para indiciá-la por homicídio doloso. A confissão, segundo ele, vem confirmar exatamente o que os investigadores estavam detectando. Eibert destacou que a Polícia Civil descartou a participação de mais uma pessoa no crime.

Segundo o delegado, a investigação aponta que Alexandra era uma pessoa extremamente perfeccionista e metódica, que gostava de dominar a situação com os filhos e as pessoas do convívio dela. Alexandra disse aos investigadores que, por volta da meia-noite do dia 15 de maio, deu dois comprimidos de Diazepam ao filho, após tê-lo repreendido por passar diversas noites em claro mexendo no celular. O objetivo da mãe era que o menino dormisse. Alexandra foi para cama. Porém, por volta das 2h, ela acordou, retornou ao quarto e Rafael ainda estava acordado, mesmo após a ingestão do medicamento.

Naquele momento, a mãe contou que perdeu o controle da situação e resolveu de fato estrangular o filho. Isso porque o menino estava de forma reiterada desobedecendo as suas ordens. Na nova versão, Alexandra diz que, ao perceber que o filho estava acordado, ela foi até a área de serviço, pegou a corda, preparou a laçada e voltou até o quarto para asfixiá-lo. O menino se debateu, cai no chão e sofreu uma lesão na costela, confirmada pelo laudo de necropsia.

Conforme o delegado, ela contou que depois de um tempo retornou e viu que ele desfaleceu. Ela então foi ao quarto dela, pegou uma sacola plástica, pois não conseguiu olhar para o rosto dele. Com essa sacola, cobre o resto do menino, pega ele no colo e transporta até a casa vizinha, onde sabia que tinha uma caixa. De acordo com a Polícia Civil, o inquérito policial será finalizado nos próximos dias. O advogado Jean Severo deixou o caso. A Defensoria Pública do Estado do Rio Grande do Sul assumiu a defesa técnica da suspeita.

Fonte: Gaúcha ZH

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