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Caso Rafael: desembargador nega perícia em áudio pedido pela defesa

Advogados de Alexandra Dougokenski pedem suspensão da ação até o julgamento do pedido de perícia. Defesa solicita análise de áudio para verificar se voz ouvida é ou não de menino morto

29 de março de 2022
Júri do Caso Rafael, em Planalto (RS) — Foto: Juliano Verardi (DICOM/TJRS)

O Tribunal de Justiça (TJ) do Rio Grande do Sul negou pedido de realização de perícia em um áudio feito pela defesa de Alexandra Dougokenski, acusada de matar o filho, Rafael Mateus Winques, em Planalto, no Norte do Rio Grande do Sul. A decisão do desembargador José Antônio Cidade Pitrez, da 2ª Câmara Criminal, foi divulgada nesta terça-feira (29).

O caso deverá ser julgado pelo colegiado em data a ser definida. A defesa requer a suspensão da ação penal até o julgamento do pedido de perícia.

Trata-se de um áudio de três segundos de duração, no qual é possível ouvir a voz de uma criança (ouça abaixo). A defesa da ré solicita análise a fim de verificar se a voz é ou não de Rafael.

O áudio foi o motivo do desentendimento entre defesa e acusação no júri, iniciado em 21 de março. No início da sessão, que durou apenas 11 minutos, a juíza Marilene Campagna já havia negado o pleito da defesa de realizar a perícia no áudio. A defesa da ré se retirou do plenário e, assim, o julgamento foi cancelado.

Os advogados de Alexandra afirmavam que o arquivo contrariara a acusação de que Rafael morreu entre 14 e 15 de maio de 2020. Segundo eles, o áudio teria sido gravado após a morte. Já o Ministério Público se opôs, pois o prazo de apresentação de provas estaria encerrado.

Fonte: G1-RS e TJ-RS

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