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Caso Rafael: Confira detalhes sobre as investigações da morte do menino em Planalto

Policiais de Homicídios ajudam as investigações. Mãe será ouvida novamente. Menino foi encontrado morto na última segunda-feira.

29 de maio de 2020
Rafael Mateus Winques residia em Planalto com a mãe e o irmão. (Foto: Arquivo Pessoal/Divulgação)

A Polícia Civil continua com as investigações do assassinato do menino Rafael Winques, de 11 anos, em Planalto. O caso é apurado como um homicídio doloso — quando há intenção de matar. Policiais civis de Porto Alegre foram deslocados para ajudarem nas investigações. A delegada Caroline Bamberg Machado, que atuou no Caso Bernardo, faz parte da equipe. O delegado Ercílio Carletti, titular da DP de Planalto, disse ter mais dois suspeitos de envolvimento no caso. Os nomes não foram divulgados.

Na manhã desta quinta-feira (28), a avó de Rafael e mãe de Alexandra Dogoukenski, e dois tios do menino foram ouvidos novamente na DP de Planalto. De acordo com a Polícia Civil estes depoimentos são de praxe, pois eles tinham sido ouvidos quando o menino ainda estava desaparecido. Os depoimentos duraram cerca de quatro horas. O namorado de Alexandra e a dona do hotel onde ele trabalha também foram ouvidos nesta quinta.

Um novo depoimento da mãe da criança foi marcado para a próxima segunda-feira. Ela foi ouvida várias vezes. Em um de seus depoimentos, Alexandra indicou o local onde estava o corpo do filho. O cadáver havia sido depositado em uma caixa de papelão, na garagem de uma residência próxima da casa onde a criança vivia com a família.

Nos depoimentos, Alexandra confessou o crime, mas afirma que a morte ocorreu de forma acidental após ela dar dois comprimidos de Diazepam para acalmar o filho. A mulher alega que o menino estava agitado, não queria dormir e que por isso deu a medicação. Alexandra sustenta que isso causou a morte da criança e que ela mesma escondeu o corpo sozinha. Após ser ouvida, foi transferida para uma prisão da Região Metropolitana.

A perícia inicial no corpo de Rafael apontou que ele foi morto por estrangulamento, o que contraria a versão apresentada pela mãe. Um dos responsáveis pela defesa da mulher, o criminalista Jean Severo sustenta a tese de homicídio culposo. Ele diz que a asfixia pode ter acontecido durante o transporte do corpo. Uma outra perícia está sendo realizada para verificar se Rafael realmente ingeriu medicamento.

O delegado aguarda a análise do celular de Rafael. A polícia aguarda também laudos do Instituto Geral de Perícia (IGP) para complementar a investigação. O irmão de Rafael, adolescente de 16 anos que morava com a mãe e o menino na casa, será ouvido posteriormente.

A reprodução simulada dos fatos é uma das possibilidades estudadas pela Polícia Civil para verificar pontos da versão da mãe. Entre eles, por exemplo, se a mulher seria capaz de carregar o corpo do filho sozinha, como diz ter feito. E também onde ela obteve a caixa de papelão para depositar o cadáver da criança. Esse procedimento, quando solicitado pela polícia, deve ser realizado pelo Instituto-Geral de Perícias (IGP).

Fonte: Rádio Alto Uruguai - Com informações do Correio do Povo e Gaúcha ZH

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